| Angola - Mudar, sim, mas devagar |
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| Escrito por Kamba de Almeida |
| Sexta, 17 Fevereiro 2012 09:44 |
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Angola - Mudar, sim, mas devagar
... Eduardo dos Santos também pediu tempo: «Reconheço como natural a expectativa e a vontade de ver resolvidos rapidamente todos os problemas. Mas temos contra nós o tempo. Tudo requer tempo para ser feito», disse. A cerca de nove meses das eleições gerais de 2012, o MPLA, partido que governa Angola desde 1975, começou o ano multiplicando-se em iniciativas com vista a assegurar mais uma vitória. O presidente José Eduardo dos Santos, que tem conduzido pessoalmente tais iniciativas, garante que o partido no poder quer aprofundar as mudanças no país, mas que estas precisam de tempo para serem efetuadas. Numa evidência de que está atento aos sinais da rua, o presidente do MPLA, que é também presidente da República e chefe do governo angolano, reconheceu, na sua mensagem de fim de ano, que as aspirações gerais da população, nomeadamente a independência e a paz, foram alcançadas, mas «permanecem por realizar alguns dos nossos objetivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza, o analfabetismo, as injustiças sociais, a intolerância e os preconceitos de natureza racial, regional e tribal». Essas serão, precisamente, as prioridades do governo em 2012. Para materializá-las, José Eduardo dos Santos sublinhou a necessidade de conjugação de esforços entre o Estado, a sociedade civil e o setor privado, assim como da desconcentração da atividade administrativa, produtiva, cultural e social. Destacou a necessidade de aplicar a Lei das micro, pequenas e médias empresas, como forma de absorver os agentes económicos informais e de potenciar a contribuição do setor privado. Para promover um maior equilíbrio do desenvolvimento nacional, enfatizou a urgência da execução dos programas de reabilitação das vias secundárias e terciárias, água para todos, municipalização dos cuidados de saúde, comércio rural e habitação social. Cinco fatores foram mencionados por Eduardo dos Santos como sendo vitais para a realização ordeira das mudanças reclamadas pela sociedade: unidade nacional, coesão social, estabilidade política, respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e respeito pelas instituições democráticas.
Também pediu tempo: «Reconheço como natural a expectativa e a vontade de ver resolvidos rapidamente todos os problemas. Mas temos contra nós o tempo. Tudo requer tempo para ser feito», disse. |















