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CPLP comemora 15 anos com conferência "Angola é um país que nasceu para mandar" - Jaime Gama PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Quinta, 09 Fevereiro 2012 09:17

CPLP comemora 15 anos com conferência "Angola é um país que nasceu para mandar" - Jaime Gama
Fonte: Lusa/Sapo
Wednesday, 08 February 2012
Foi com estas palavras que o antigo presidente da Assembleia da República portuguesa e morderador do colóquio, Jaime Gama, passou a palavra ao Vice-Presidente de Angola Fernando Dias dos Santos “Nandó”, que encerrou o colóquio “CPLP - Uma Oportunidade Histórica”, na terça-feira, em Lisboa, integrada nas comemorações dos 15 anos da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa e da inauguração da nova sede da organização.

Dias dos Santos agradeceu os esforços de Portugal para albergar a sede CPLP na capital portuguesa, e recordou os passos percorridos por diplomatas pioneiros, como o falecido embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira na institucionalização Comunidade Lusófona.


No colóquio estiveram presentes os antigos presidentes Joaquim Chissano, de Moçambique, Pedro Pires, de cabo Verde, Mário Soares e Jorge Sampaio, de Portugal, que depois das suas intervenções responderam a perguntas da plateia.

Para o antigo presidente moçambicano Joaquim Chissano, a CPLP "devia puxar os países africanos isolados para ela", dando o exemplo da Guiné-Equatorial, que vem solicitando a entrada nesta Comunidade como membro de pleno direito. "Já é altura de tomar a decisão de aceitar a Guiné-Equatorial na CPLP", afirmou.


Chissano mostrou-se igualmente de acordo com os restantes oradores quanto à necessidade de reforçar o intercâmbio de experiências entre os membros da Comunidade. "O Brasil está a fazer um grande esforço neste sentido em relação a Moçambique; uma fábrica irá começar brevemente a produção de antiretrovirais, num projecto de cooperação com o Brasil", afirmou.


Entre outros aspectos, Joaquim Chissano defendeu o impulso que o Brasil, membro do grupo de países conhecidos por G-20, pode dar à CPLP, agora que ascendeu à sexta economia mundial ultrapassabdo o Reino Unido. Mas focou, também o "desconhecimento da história de cada um dos nossos países", da "ignorância sobre o que se passa nos nossos países", e défice de conhecimento mútuo que existe no seio da CPLP.


Daí a necessidade, afirmou, "do ensino da história e da cultura dos nossos países serem introduzidos nos curricula oficiais das escolas."


Para o antigo presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, a CPLP deve apostar na constituição de centros de investigação de forma a que o conhecimento possa circular entre os países que a compõem, enriquecendo assim o tecido social. " A relação entre universidades dos nossos países é fundamental para elevar o conhecimento ao nível do ensino, mas também da saúde", afirmou, destacando o papel do Brasil no combate à SIDA, e os progressos registados por outros países, na malária. Ideia igualmente defendida por Jorge Sampaio.


Mário Soares, ex-presidente português, destacou o cariz "original" da CPLP, em que ao contrário da Commonwelth e da Francofonia, não existe qualquer protagonismo especial à antiga Metrópole. "Pelo contrário", adiantou, "Portugal fez questão logo no início de convidar o Brasil para fazer parte."

Para vincar mais a relação especial existente, Soares recordou o espanto do corpo diplomático argelino, durante as conversações que teve com o Comandante Pedro Pires, em Londres, para a independência de Cabo Verde: "a meio das conversações saíamos amigavelmente para almoçar, em meio de abraços; o diplomata argelino disse que só apertaram as mãos as antigos governantes franceses depois de assinarem todos os papéis.


 

 

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