May 19
Cultura angolana
Os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I Já em Benguela PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 12 Maio 2012 10:18

Os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I Já em Benguela

Resumo da Comunicação, sobre os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I
Por:   Coque Mukuta/ Cláudio Fortuna na (foto).
 
Este trabalho é constituído no essencial em seis capítulos:
 
            No primeiro capítulo, aborda elementos técnicos e estrutural da obra – “as razões que presidiram a sua elaboração, os objectivos que motivaram-nos, a engrenar neste projecto documental”, que convenhamos, foi muito laborioso.
 
            O segundo capítulo, explicamos a metodologia – os métodos e técnicas de pesquisas usados neste trabalho.
 
Já a partir do terceiro capítulo, elencamos alguns aspectos históricos, que nos devem servir de base de referência quando analisamos, fenómenos como estes em África, e como Angola não está apartada do mundo, o que acontece nas outras latitudes por vias de circunstâncias também estamos sujeitos até sentir o seu impacto “directo ou indirecto,” daí a expressão assumida por nós como “a pré-história sobre manifestações em Angola” na verdade é uma expressa de circunstância que não espelha em bom rigor o período barroco da história.
 
      O quarto capítulo entra mais ao pormenor das etapas várias, que marcaram os dias subsequentes das manifestações, após “pré-histórico” expressão assumida por nós integralmente, pelas razões anteriormente elencadas.

 

      Pessoalmente e sem qualquer tipo de pretensão em influenciar os leitores, mas  julgamos que  este é o capítulo mais substancial do livro na medida em que traz aspecto hilariantes vividos nos períodos narrados nesta obra, nomeadamente  as cenas caricatas, vividas nos bastidores, os acórdãos dos julgamentos, as solturas dos manifestantes,   trazemos algumas piadas vividas naquele meio, os tratados entre mandatários do Partido no Poder e os jovens do Movimento Revolucionário de Intervenção Social.

Uma lição devida do Mário Domingos do Movimento Revolucionário de Intervenção Social (MRIS) que lhe foi dado uma carrinha para abandonar a causa usou o meio de transporte para levar os panfletos das manifestações que se seguiram.
 
Neste projecto, destacamos: os momentos que antecedem “os dias 7 de Março, 2 de Abril, 25 de Maio, 03, 8, 24 e 25 de Setembro assim como o dia 03 de Dezembro de  2011.
      O capítulo V, é marcado fundamentalmente pela campanha de contra informação do regime, nos meios de comunicação social, com os comentarista de serviço, a se destacarem, cujo mote principal, visava abafar o ímpeto que já estava em crescendo e lhe fugia claramente o seu controlo, cansados do ambiente que se estava criar, de forma “irreflectida” o Governo provincial de Luanda, violando a constituição no seu artigo 47º e atribuir a qualquer iniciativa de protesto um local bem determinado para se manifestar. De acordo com a lista publicada, as pessoas que vivem no município do Cacuaco podiam se manifestar nos campos da CAOP PARK (comuna da Funda), Panguila e da Cerâmica, enquanto no Cazenga, as manifestações eram permitidas nos campos das Manguerinhas (comuna do Hojy Ya Henda), dos Bairros Unidos (Cazenga- zona 18) e da Casa Azul (Tala Hady- zona 19). As pessoas que pretendessem se manifestar no município da Ingombota deviam utilizar o Largo do Ponto Final (Ilha do Cabo) ou o campo de futebol da Chicala I. Já no Kilamba Kiaxi deviam ser usados os campos de futebol do Camama (comuna do Camama) da Vila Rios (Vila Estoril) e o do Palanca (Palanca). Os manifestantes da Maianga podem reunir-se nos campos do Felício (comuna do Prenda, bairro Sagrada Esperança), do Katinton (Cassequel), enquanto os da Samba deviam usar o da Camuxiba. Nos municípios do Sambizanga e de Viana as pessoas podiam se manifestar no triângulo do Bairro Uíge (comuna do Ngola Kiluanje) nos campos de Luanda Sul, Bairro da Regedoria, e do MINDEF na CAOP-B. w . 
      O capítulo VI, é marcado pela entrada em cena dos meios de Comunicação Social postos a disposição do regime os públicos e alguns  ditos “ privados” que  se prestam a ser caixa de ressonância do regime.
Em nosso entender, estas praticas ínvias, e comportamentos, vão   perfeitamente em contra mão ao princípio republicano, assumido em pleno 1992, com o contrato social que consagra a  democracia em Angola.

CONCLUSÃO
Com  este trabalho  pretendemos atirar a nossa pedra no charco da democracia em Angola, em que assumimos por inteiro  o nosso papel a favor da cidadania “ em directo”  documentando  dados e factos  que permitiram seguramente os eruditos e não fazerem um estudo mais aprofundado da nossa forma de estar e ser na sociedade hodierna.
No primeiro encontro Provincial da Juventude de Luanda, realizado em Luanda, Restaurante Jacaré, na Rua dos Mareantes, 47/49, Prenda entre 27 à 28 de Janeiro de 2012, sob o lema “A Juventude e o seu Papel na Construção da Cidadania”, mais unidos e revolucionários está os jovens
            Por isso recomendamos ao Governo Angolano à uma reacção proporcional, inteligente e sem exagero tendo em conta o futuro destas revoltas.
            Aos manifestantes melhores estratégias de exercício de sua cidadania para uma Angola melhor desde que corresponda com o postulado 47.º (Liberdade de reunião e de manifestação).
            1. É garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei.
            2. As reuniões e manifestações em lugares públicos CARECEM de prévia comunicação à autoridade competente, nos termos e para os efeitos estabelecidos por lei.  
Julgamos aberto o debate nas “Quintas de Debates”

 
Trovadores angolanos recordam o poeta Agostinho Neto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Quarta, 09 Maio 2012 10:27

Trovadores angolanos recordam o poeta Agostinho Neto

Com o tema A Voz do Velho, o cantor luandense Kiaku Kyadaff ganhou o I Festival Nacional de Trova, dedicado aos 90 anos do natalício do poeta e primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto.


Com Brisa Divina, Enoque Grego, da província de Lunda Sul, obteve o terceiro posto neste fstival, organizado pela Fundação Agostinho Neto, em coordenação com a produtora musical Arca Velha.

Depois de sua apresentação, Kyadaff manifestou com emoção que este festival foi um sucesso já que reviveu composições de velhos trovadores, parte indissolúvel da cultura angolana.

A viúva do presidente Neto, María Eugénia Neto, ressaltou, por sua vez, que a trova vive, como um dos gêneros musicais mais próximos à poesia.

Esse estilo, afirmou, exalta os fatos épicos e líricos da vida, e brilha na música acústica. Pode ser criada com poucos recursos e em qualquer lugar e só exige talento, esmero nas letras e uma voz trabalhada e educada.

Agostinho Neto, fundador da nação angolana, nasceu em 17 de setembro de 1922 e morreu em 10 de setembro de 1979. Sua extensa obra literária inclui livros como Sagrada Esperança (1974) e A Renúncia Impossível (1982), como edição póstuma.
 
Vencedora do Elite Model será conhecida sábado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Quinta, 26 Abril 2012 07:41
Vencedora do Elite Model será conhecida sábado
 
A nomeação da vencedora ao concurso Elite Model Look Angola/2012 (EMLA) acontece neste sábado, em Luanda. Em disputa estão sete candidatas. Mas o concurso será disputado por 10 finalistas das províncias de Cabinda, Lunda Sul, Huíla, Kuando Kubango, Malanje, Namibe e Luanda, segundo a nota da organização do evento a que Angop teve acesso hoje.

Na final da actividade estará presente a Micaela Godard-Quesada, presidente do concurso Elite Model Look Internacional, o músico Coreón Dú, Nayma Mingas, ex-top Model, Paulo Macedo, director de moda da revista Vogue Portugal e Paul Farnham, fotógrafo da Arise Magazine.

Fazem parte do elenco, os criadores Luena Gouveia e Georges Hobeika, em estreia no Elite Model Look Angola.

As dez finalistas são: Aires da Graça (Luanda), Bruna Agostinho (Luanda), Carolina Grosso (Luanda), Isabel Adriano (Luanda), Laura Jicula (Luanda), Maria Francisco (Lubango), Maria Tomé (Namibe), Núria José (Luanda), Priscíla Marques (Namibe) e Verónica Bartolomeu (Luanda).

As edições anteriores foram ganhas por Roberta Narciso (vencedora do EMLA 2010) e Elsa Baldaia (vencedora do EMLA 2011).  
 
 
Ana Paula Tavares critica pouco intercâmbio literário entre países africanos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Quarta, 18 Abril 2012 07:37

Ana Paula Tavares critica pouco intercâmbio literário entre países africanos

Convidada a participar do seminário 'A Literatura Africana Contemporânea', que integra a programação da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, a poetisa e historiadora angolana Ana Paula Tavares considera que governos e instituições privadas devem assumir um papel mais ativo na divulgação da literatura africana, sobretudo a produzida em países de língua portuguesa.


Ana Paula admitiu que, devido à má divulgação da produção contemporânea, os próprios escritores africanos têm dificuldades para falar sobre o que é feito em outros países além dos seus.

Segundo a poetisa, a falta de conhecimento de outras "línguas imperialistas" - conforme ela se refere aos idiomas impostos aos povos africanos a partir do século dezenove, quando o continente foi dividido entre as potências europeias - e questões de ordem econômica impedem que mais autores sejam traduzidos, o que dificulta a troca de informações.

"Há barreiras de todo o tipo que dificultam a divulgação da produção literária dos vários países africanos não só para outros continentes, mas entre nós mesmos, africanos.
Há barreiras linguísticas, problemas ligados à atividade editorial e ao dinheiro, ao sistema capitalista", afirmou Ana Paula.

Ela ainda cobrou ações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para estimular a circulação de livros de autores do idioma entre os países que compõem o grupo.
"Em Angola, por exemplo, não conhecemos a produção de Moçambique, de Cabo Verde, de São Tomé e Príncipe e dos demais. E o mesmo acontece com eles. Conhecemos os grandes nomes, mas não os mais jovens e os movimentos literários que estão surgindo", comentou a poetisa.

Segundo ela, durante muito tempo, os escritores angolanos foram mais influenciados por autores brasileiros do que pelos de países vizinhos.

Apesar das ressalvas, Ana Paula comemorou por autores angolanos – como, por exemplo, José Eduardo Agualusa, Pepetela e Mendes de Carvalho – terem conquistado mais reconhecimento no exterior, nos últimos anos, principalmente no Brasil.

A poetisa afirmou que são os poetas angolanos que, nas últimas três décadas, têm sido mais ousados na experimentação de novas possibilidades de temáticas e linguísticas. Segundo ela, essa experimentação está intrinsecamente ligada ao processo de independência do país, proclamada em 1975.

"Há um antes e um depois dos anos 80 do século passado para a literatura angolana. Essa ruptura é mais clara na poesia, nas escolhas feitas pelos poetas, do que nos romances.
Embora haja muitos bons novos romancistas, os que continuaram a surpreender após esse período são os nomes já consagrados desde a década de 1960, ainda durante o período colonial", disse Ana Paula.

Autora de Ritos de Passagem (1985), O Lago da Lua (1999) e Dizes-me Coisas Amargas Como os Frutos (2001), Ana Paula nasceu em 1952, na província de Huila, "uma região pastoreira".

Durante o seminário, em que dividiu a mesa com o cabo-verdiano Germano Almeida, contou ter sido criada por uma madrinha branca que a obrigava a só falar em português, por não considerar educado que "uma menina que foi a escola e usava garfo e faca" falasse qualquer um dos dialetos locais.

"Ainda hoje ouço aquelas vozes maravilhosas das mulheres falando numa língua que eu não entendia, mas que até hoje busco resgatar na minha poesia.
Hoje, tento fugir dos estereótipos e falar das mulheres angolanas reais. Se possível, trazendo suas vozes para minha obra, porque desde sempre eu percebi que era diferente da grande maioria das mulheres angolanas pelo simples fato de ter conseguido ir à escola".
 
 
Dois filmes angolanos seleccionados para o Festin-2012 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Kamba de Almeida   
Segunda, 16 Abril 2012 07:52

Dois filmes angolanos seleccionados para o Festin-2012

Dois dos quatro filmes angolanos candidatos para o terceiro Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTIN-2012), foram seleccionados para o evento, que se realiza, em Lisboa, entre 9 e 16 de Maio, anunciou, esta quinta-feira, a organização.

Durante a sua apresentação oficial, em conferência de imprensa, no Cinema São Jorge, na capital lusa, a organização revelou que as duas produções angolanas seleccionadas são “Teatro de Quintal” e “Festa de Quintal”, respectivamente, curta e longas-metragens do realizador Coreón Dú.
Segundo a organização, os outros dois filmes angolanos inscritos, a longa-metragem “Por aqui tudo bem”, uma produção luso-angolana de Pocas Pascoal, “desistiu por estar a participar de um outro festival”, enquanto que “Outros Rituais Mais ou Menos”, de Jorge António, “não ficou pronto atempadamente”.
Concorrem para o festival 76 filmes, maioritariamente brasileiros e portugueses, seleccionados de um total de 272 películas candidatas.
Além dos dois filmes angolanos, os países africanos de expressão portuguesa estarão representados, ainda, por “Revolução nos Rabelados”, de Mário Benvindo Cabral (Cabo Verde); Clara di Sabura”, de José Lopes (Guiné-Bissau); assim como “A Ilha dos Espíritos” e “A Ponte”, dos moçambicanos Licínio de Azevedo e de Diana Manhiça, respectivamente.
A terceira edição do Festival de Cinema Itinerante dedicado aos países lusófonos vai homenagear a cinematografia brasileira, no âmbito das comemorações do Ano do Brasil em Portugal, passando a integrar anualmente na sua programação a Mostra de Cinema Brasileiro.
O Festival, criado em 2010 com o objectivo de celebrar e fortalecer a cultura de expressão portuguesa, através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social, exibiu, na edição do ano passado, 78 produções, tendo sido visto por mais de três mil espectadores.
À semelhança das edições anteriores, mantém-se a “Mostra de Cinema para a Inclusão”, que, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da empresa EDP, reúne um conjunto de 10 curtas-metragens de âmbito social, com destaque para a apresentação do projecto ”Quinta do Mocho”.
A mostra Festin-musical e actividades paralelas, como oficinas e mesas-redondas, completam a programação, produzida pela empresa “Padrão Actual” em sintonia com a Fundação Luso-brasileira e da EGEAC - Cinema São Jorge.
 


Página 1 de 34