May 19
Biografia Zulmira PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administração   
Sexta, 10 Dezembro 2010 17:43

Zulmira Manuel,mulher de garras

Nome: Zulmira Gaspar Manuel

Filiação: António Gaspar Manuel e Maria Uanhanga

Naturalidade: Kuanza Norte

Data de nascimento: 3 de Setembro de 1982

Província: Huambo

Cantores nacionais: Carlos Burity e Bangão

Cantores Internacional: Whitney Houston

Cor: Azul e preto

O que mais preza nas pessoas: Lealdade

O que menos preza: Falsidade

Tipo de filmes: Ação

Discoteca: Xeque-Mate e Mega Bingo

O PRIMEIRO disco

Intitulado Fala comigo, o primeiro trabalho discográfico de Zulmira Manuel, foi lançado em Dezembro de 2008 e cantado nos estilos kizomba, R&B e coladeira. Produzido por Yeye Júnior e Beto Max, o álbum foi vendido na portaria do Cine Atlântico, com uma tiragem inicial de 3 000 cópias.

Zulmira Manuel
Técnica de Máquinas e Motores, na especialidade de montagem e desmontagem, Zulmira Manuel, abdicou da prática nas oficinas mecânicas para se dedicar integralmente à música. “O meu sonho era formar-me em Jornalismo, mas devido às dificuldades em ingressar no IMEL a alternativa foi o curso de Máquinas e Motores”, explicou a cantora. Quatro anos, foi o tempo que durou a formação no Instituto pertencente à guarnição de Luanda, mas o “bichinho” da música falou mais alto e hoje dedica-se inteiramente à carreira musical. Segundo a cantora “Dinheiro” e “Sayaya” são considerados os passaportes de entrada para o sucesso. Músicas promocionais do próximo álbum, a ser lançado no final deste mês, os videoclips já desfilam pelos canais televisivos, TPA2 e Canal Afro, por exemplo.

“Pela receção do público a estas duas músicas, sinto que, ao contrário do primeiro, o meu novo álbum será bem consumido,” disse.

Visivelmente madura e mais espontânea, desta vez a cantora promete trazer ao público um álbum melhor trabalhado. As músicas promocionais já estão na “boca do povo”, e a cantora vaticina um balanço positivo das vendas em todo o país.

Segundo a autora a sua primeira obra discográfica não teve o impacto esperado, mas nesse segundo trabalho espera colmatar essa falha.

“O meu primeiro CD foi um trabalho feito e lançado de coração, mas este, fi-lo a pedido dos fãs. Escrevi, compus e gravei todas as músicas do álbum apenas este ano”, explicou.

Intitulado Fala comigo, o disco foi o primeiro trabalho de Zulmira Manuel, lançado em Dezembro de 2008, e cantado nos estilos kizomba, R&B e coladeira, com produção de Yeye Júnior e Beto Max.

Já na forja, e desta vez, sob chancela da JG produções, o novo álbum intitulado Descoberta, comporta 15 faixas musicais e será lançado com uma tiragem de sete mil cópias, e será comercializado nas várias províncias.

“Nos espetáculos em que participo nas demais cidades, tenho notado alguma carência no que se refere a opções na aquisição de discos nacionais”, justificou.

As letras das músicas de Descoberta foram maioritariamente escritas pela artista, “exceto as cantadas em língua nacional que careceram de apoio do produtor, Joysse Gomes”.

Embora tenha nascido na província do Kwanza-Norte, onde a língua nativa é o kimbumdo, Zulmira confessa ter grande dificuldade em expressar-se nesta língua pelo facto de ter abandonado a cidade, ainda criança. O título da obra, foi inspirado na sua procura por um novo estilo musical. Agora, a artista também canta pop dance.

“Em termos de estilos musicais, trago também um pouco das influências que tive no meu primeiro disco, Fala Comigo, mas é como cantora pop que agora me identifico”, disse salientando que “são os próprios fãs que me incentivaram”.

Captado no estúdio de Yeye Júnior e gravado na JG produções, a obra conta com as participações dos músicos Totó, Cristo, Livong, Pereira, Joysse Gomes e Yeye Júnior.

As letras, feitas com base no seu quotidiano, são cantadas em três línguas: o português, o inglês e o kimbundo.

Descoberta foi patrocinado pela LS produções. “Oitenta por cento das músicas falam mesmo de mim”, explicou.

Os videoclips
Dois meses após a venda e sessão de autógrafos do álbum, será lançado o DVD composto por sete videoclips, entre eles “Everybody”, gravado em Moçambique com as participações dos cantores MG e Pereira, numa mistura de línguas entre o inglês, o kimbundo e o português. O “Aprendi”, e finalmente o “É show”, que foi rebuscado do disco passado.

As demais músicas a serem gravadas estão em estudo, entre elas o “Cole Cole” que tem a participação da cantora moçambicana Dama do Bling, que por questões de saúde, não pode gravar o vídeo.

“Infelizmente na fase da gravação do videoclip de “Cole Cole” adoeci”, disse.

Um dos momentos memoráveis na carreira da artista foi o seu primeiro show, realizado na província do Kwanza-Norte, sua terra natal. O local foi escolhido de propósito para acolher o espetáculo.

Promovido pela LL Produções, o evento aconteceu dois dias seguidos marcados com a lotação esgotada.

“O povo do Kwanza- -Norte é bastante acolhedor. Foi muito emocionante, e surpreenderam-me pela positiva”, lembrou.

O pavilhão gimmo-desportivo, local do show, foi pequeno para acolher a cantora Zulmira e os seus convidados: Cristo, Celma Ribas, Leo, Brunaça e ainda os cantores locais.

Uma forasteira em Luanda

Natural da província do Kwanza-Norte, região que abandonou aos doze anos, Zulmira Manuel, chegou a Luanda e tudo fez para tornar o seu sonho realidade.

“Sempre gostei de música, e, em Luanda, comecei a ouvir a música da cantora Isidora Campos e mais tarde da Yola Araújo e da Bruna Tatiana, de quem sou fã”, confessou.

Mas foi há sete anos que começou a soltar a voz, embora sem nunca ter pensado no lado profissional. O incentivo de um amigo, foi decisivo para encarar o desafio. “Apesar de já não fazer parte do mundo dos vivos, tenho o Armindo Domingos, como o grande impulsionador de todo o meu sucesso”, disse.

A academia de música
Sob incentivo de Armindo Domingos inscreveu-se na Academia de Música.

Sete meses foi o tempo que frequentou, e onde aperfeiçoou a sua prática com os ensinamentos do Mestre Mateus. “Frequentei a academia de música, durante sete meses, mas por razões alheias a minha vontade tive que abandoná-la. Mas ainda volto”, garantiu.

Pelo facto de ter saído ainda criança do Kwanza-Norte, os seus pais não puderam participar ativamente nas suas decisões profissionais.

“A notícia do lançamento do meu primeiro álbum foi para os meus pais um banho de água fria”, lembrou, salientando que “por serem conservadores achavam que haveria de me perder na escolha que fiz”.

Segundo a cantora, houve alguns constrangimentos no seio dos seus familiares em relação à sua decisão de enveredar por uma carreira musical, a nível profissional.

“Certa vez, uma das minhas tias disse-me: Há tanta gente a cantar muito bem, e tu pensas que algum dia vais ser famosa?” Lembrou.

Mas ao contrário do que pensavam, as contestações dos familiares deram-lhe ainda mais força para continuar. “Afinal de contas queria apenas provar a minha família que o profissional da música deve ser visto como um outro profissional qualquer”, explicou a autora de “Sayaya”.

Por: Waldney Oliveira

*Este texto foi corrigido nos termos do novo acordo ortográfico.

Actualizado em Domingo, 12 Dezembro 2010 15:41
 

Deixar comentário

Cdigo de segurança Actualizar=Actualizar
FORM_CAPTCHA_REFRESH