Jul 26
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Jovens acendem velas de fronte a 5ª esquadra na Maianga PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 21 Agosto 2011 04:58

Jovens acendem velas de fronte a 5ª esquadra na Maianga

Acontece na 5ª esquadra da divisão da Maianga, uma vigília dos protagonistas da manifestação do dia 3 do próximo mês.alt

Os organizadores que tencionavam dar uma conferência de imprensa para explicarem às reais motivações da manifestação, foram detidos quando eram 10horas, alegadamente por terem estado a chamar nomes a pessoa do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos.
Entre os detidos estava o jornalista da Voz de América Alexandre Neto Solombe e 10 organizadores.
Orlando Bernardo é o comandante da Maianga que disse a este portal terem indicado a administração municipal como a responsável da guarida do material.


Angola24horas.com

 
Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 05:46

Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos”

A pouco mais de um ano das eleições presidenciais na Venezuela, Hugo Chávez ordenou a transferência das reservas internacionais depositadas em bancos nos Estados Unidos ou na Europa para outros “países amigos”, como a Rússia, China ou Brasilalt

A decisão foi confirmada depois de o Presidente venezuelano ter anunciado que irá nacionalizar a produção de ouro da Venezuela e o objectivo, segundo a oposição e vários analistas, será blindar as reservas internacionais contra eventuais sanções ou embargos contra o Governo, sublinhou o “El País”.

O próprio Chávez o deu a entender. “Olhem para o que se está a passar no mundo árabe com o uso de reservas internacionais... esses recursos são praticamente confiscados, e isso é coisa que temos de evitar a qualquer custo”, disse, referindo-se ao congelamento das reservas dos regimes líbio e sírio.

As reservas internacionais da Venezuela rondam os 29.100 milhões de dólares e, desse montante, 63 por cento são cerca de 364 toneladas de lingotes de ouro. A maior parte, 211 toneladas, está depositada no estrangeiro. O que o Governo pretende agora fazer é trazer de volta esse ouro para Caracas e, para além disso, transferir também 6300 milhões de dólares que tem depositado em diferentes bancos para instituições bancárias de países aliados como a Rússia, China ou Brasil.

Chávez defende que se trata de uma medida “sensata”, tendo em conta a crise financeira “no Norte”, mas vários analistas consideram que esta decisão poderá aumentar a desconfiança dos investidores. Rodrigo Cabezas, deputado do partido de Chávez, justificou a decisão ao dizer que “os países emergentes não têm hoje convulsões económicas ou políticas e serão uma garantia para as reservas da Venezuela”.

O anúncio estará relacionado com o receio de um aumento da instabilidade na Venezuela quando já se aproximam as eleições previstas para Dezembro do próximo ano, nas quais Chávez – que se encontra no poder há 13 anos – procurará ser reeleito.

A oposição vê neste escrutínio uma oportunidade para derrubar o “chavismo” e o estado de saúde do Presidente, que sofre de cancro e tem sido submetido a tratamentos de quimioterapia, aumenta a incerteza.

O país está a atravessar um momento político decisivo. É o principal exportador de petróleo da América do Sul e vários analistas consideram que a transferência de reservas tornará mais opaca a situação financeira da Venezuela. “É uma medida que não tem justificação económica, só política”, disse à AFP Asdrubal Oliveros, director da consultora venezuelana Ecoanalítica. “Terá efeitos negativos na percepção de transparência da Venezuela e no seu perfil de risco, que já está bastante afectado.”



 

 
Chile identifica mais 9800 vítimas da ditadura de Pinochet PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 05:41

Chile identifica mais 9800 vítimas da ditadura de Pinochet


A ditadura do general Augusto Pinochet no Chile, que se prolongou de 1973 a 1990, causou mais 9800 vítimas de detenção ilegal e tortura do que se pensava até agora, o que aumenta para mais de 40.000 o número de vítimas do regime militar.alt

Uma comissão de investigação governamental passou os últimos 18 meses a analisar cerca de 32 mil processos de pessoas que alegam ter sido vítimas da ditadura militar no Chile e concluiu que existem mais 9800 pessoas que foram detidas ilegalmente ou torturadas do que se pensava. Um relatório anterior referia 27.153 casos de violações de direitos humanos, mais 3197 mortes e desaparecimentos.

O relatório da Comissão Valech foi entregue ao Presidente chileno, Sebastián Piñera, e chegou a novas conclusões. Não só houve mais 9800 detenções ou casos de tortura como morreram ou desapareceram mais 30 pessoas do que se pensava – 3227, ao todo.

Em 2009, a ex-presidente Michelle Bachelet ordenou a actualização dos relatórios anteriores. Foi então que a comissão começou a analisar cerca de 32.000 casos que lhe chegaram às mãos. “Recebemos 32.000 processos, e cerca de 9800 casos de vítimas de detenção e tortura e 30 casos de desaparecimentos e execuções extrajudiciais foram considerados válidos”, explicou aos jornalistas a vice-presidente da comissão, Maria Luísa Sepúlveda.

O número de vítimas poderá ser bastante superior, segundo a Associção de Familiares de Detidos e Desaparecidos do Chile. “Se 9800 casos puderam ser esquecidos em 1990, quando poderão sê-lo ser agora?”, pergunta a presidente da organização, Lorena Pizarro, citada pela AFP. “Vejam o número de acusações, o nível de repressão durante 17 anos. O número de vítimas até poderá chegar às 100.000.”

Segundo as normas da comissão, são reconhecidas como vítimas as pessoas que tenham sido detidas por questões políticas ou torturadas por agentes do regime ou pessoas ao seu serviço, bem como as vítimas de sequestros, desaparecimentos forçados ou execuções extrajudiciais entre 11 de Setembro de 1973 e 10 de Março de 1990. Cada uma das vítimas tem direito a uma pensão mensal de cerca de 180 euros.

Desde o fim da ditadura de Pinochet já várias comissões investigaram as atrocidades cometidas durante o regime militar. Primeiro a Comissão Verdade e Reconciliação, em 1991, depois uma outra comissão sobre prisão política e tortura. Conclui-se então que tinham existido mais de 27.000 casos de tortura e detenção ilegal e 3197 mortes e desaparecimentos. Agora sabe-se que esse número foi superior.

No Chile foram instaurados processos judiciais contra 700 antigos militares, por violações de direitos humanos, e cerca de 70 estão ainda detidos. Ainda no ano passado foi aberto um inquérito sobre 725 casos de vítimas da ditadura que nunca foram investigados.

Entre esses casos estava o de Salvador Allende, o Presidente socialista que governou o Chile durante mil dias até ser derrubado pelo golpe dos militares de Pinochet, que bombardearam o Palácio de La Moneda a 11 de Setembro de 1973. A dúvida, neste caso, era se Allende tinha sido atingido pelos militares ou disparado contra si com a AK47 que lhe tinha sido oferecida pelo amigo Fidel Castro. Após a exumação do corpo e uma nova autópsia os especialistas forenses concluíram que Allende se suicidou. Era essa, aliás, a tese mais consensual, defendida por quem estava com ele em La Moneda e pela família. A filha, Isabel Allende, sempre sublinhou que o pai preferia pôr fim à vida do que ser levado ao exílio pelos militares.


 

 
Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 05:35

Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos”

A pouco mais de um ano das eleições presidenciais na Venezuela, Hugo Chávez ordenou a transferência das reservas internacionais depositadas em bancos nos Estados Unidos ou na Europa para outros “países amigos”, como a Rússia, China ou Brasilalt

A decisão foi confirmada depois de o Presidente venezuelano ter anunciado que irá nacionalizar a produção de ouro da Venezuela e o objectivo, segundo a oposição e vários analistas, será blindar as reservas internacionais contra eventuais sanções ou embargos contra o Governo, sublinhou o “El País”.

O próprio Chávez o deu a entender. “Olhem para o que se está a passar no mundo árabe com o uso de reservas internacionais... esses recursos são praticamente confiscados, e isso é coisa que temos de evitar a qualquer custo”, disse, referindo-se ao congelamento das reservas dos regimes líbio e sírio.

As reservas internacionais da Venezuela rondam os 29.100 milhões de dólares e, desse montante, 63 por cento são cerca de 364 toneladas de lingotes de ouro. A maior parte, 211 toneladas, está depositada no estrangeiro. O que o Governo pretende agora fazer é trazer de volta esse ouro para Caracas e, para além disso, transferir também 6300 milhões de dólares que tem depositado em diferentes bancos para instituições bancárias de países aliados como a Rússia, China ou Brasil.

Chávez defende que se trata de uma medida “sensata”, tendo em conta a crise financeira “no Norte”, mas vários analistas consideram que esta decisão poderá aumentar a desconfiança dos investidores. Rodrigo Cabezas, deputado do partido de Chávez, justificou a decisão ao dizer que “os países emergentes não têm hoje convulsões económicas ou políticas e serão uma garantia para as reservas da Venezuela”.

O anúncio estará relacionado com o receio de um aumento da instabilidade na Venezuela quando já se aproximam as eleições previstas para Dezembro do próximo ano, nas quais Chávez – que se encontra no poder há 13 anos – procurará ser reeleito.

A oposição vê neste escrutínio uma oportunidade para derrubar o “chavismo” e o estado de saúde do Presidente, que sofre de cancro e tem sido submetido a tratamentos de quimioterapia, aumenta a incerteza.

O país está a atravessar um momento político decisivo. É o principal exportador de petróleo da América do Sul e vários analistas consideram que a transferência de reservas tornará mais opaca a situação financeira da Venezuela. “É uma medida que não tem justificação económica, só política”, disse à AFP Asdrubal Oliveros, director da consultora venezuelana Ecoanalítica. “Terá efeitos negativos na percepção de transparência da Venezuela e no seu perfil de risco, que já está bastante afectado.”



 

 
Nova repressão aos protestos na Síria já fez pelo menos 22 mortos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 05:29

Nova repressão aos protestos na Síria já fez pelo menos 22 mortos

Pelo menos 22 pessoas foram dadas como mortas e dezenas ficaram feridas esta sexta-feira na Síria, nesapós a polícia e o Exército terem disparado contra manifestantes anti-Governo, noticiou a AFP.alt

Sob o lema "os primeiros frutos da vitória" (depois de vários líderes mundiais terem pedido a saída do Presidente Bashar al-Assad), os manifestantes enfrentaram as forças de segurança que abriram fogo, anunciaram os rebeldes.

Activistas dizem que a maioria das vítimas se encontrava na província de Deraa, no sul, onde a revolta começou cinco meses atrás, mas que duas pessoas foram mortas ainda em Homs, a terceira maior cidade da Síria, onde também ocorreram tiroteios.

A imprensa estatal síria reportou números diferentes, afirmando que um homem disparou contra crentes e forças de segurança, matando pelo menos dois polícias.

Antes, o Presidente Bashar al-Assad garantiu que as investidas contra civis e manifestantes tinham terminado. No entanto, segundo os activistas e vários vídeos publicados por estes na Internet a promessa não foi cumprida.

Na quinta-feira, vários líderes mundiais, incluindo Barack Obama, pediram a demissão de Assad. A Rússia, porém, rejeitou estes pedidos e disse que devia ser dado mais tempo ao chefe de Estado para colocar em prática as reformas que tem vindo a prometer.

Por sua vez, o enviado sírio na ONU acusou os Estados Unidos de instigarem a rebelião. Bashar Ja’afari disse que os EUA estavam a “travar uma guerra humanitária e diplomática” contra a Síria, em conjunto com outros membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo grupos de direitos humanos, cerca de duas mil pessoas já morreram e milhares estão detidas desde Março, o que tem sido uma tentativa das forças de segurança para reprimir o descontentamento que se instalou em todo o país.

As Nações Unidas afirmaram ter sido dada autorização e garantido total acesso para uma missão humanitária no país, a ser enviada no sábado. Esta resolução surgiu depois das conversações entre o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Presidente sírio, na quarta-feira.

A União Europeia prepara-se agora para expandir as sanções contra a Síria, tendo como alvo o sector petrolífero, informaram as autoridades, e pretende igualmente punir indivíduos e instituições estatais. A maior parte do petróleo exportado pela Síria vai para a Europa.


 

 
Chile identifica mais 9800 vítimas da ditadura de Pinochet PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:55

Chile identifica mais 9800 vítimas da ditadura de Pinochet


A ditadura do general Augusto Pinochet no Chile, que se prolongou de 1973 a 1990, causou mais 9800 vítimas de detenção ilegal e tortura do que se pensava até agora, o que aumenta para mais de 40.000 o número de vítimas do regime militar.alt

Uma comissão de investigação governamental passou os últimos 18 meses a analisar cerca de 32 mil processos de pessoas que alegam ter sido vítimas da ditadura militar no Chile e concluiu que existem mais 9800 pessoas que foram detidas ilegalmente ou torturadas do que se pensava. Um relatório anterior referia 27.153 casos de violações de direitos humanos, mais 3197 mortes e desaparecimentos.

O relatório da Comissão Valech foi entregue ao Presidente chileno, Sebastián Piñera, e chegou a novas conclusões. Não só houve mais 9800 detenções ou casos de tortura como morreram ou desapareceram mais 30 pessoas do que se pensava – 3227, ao todo.

Em 2009, a ex-presidente Michelle Bachelet ordenou a actualização dos relatórios anteriores. Foi então que a comissão começou a analisar cerca de 32.000 casos que lhe chegaram às mãos. “Recebemos 32.000 processos, e cerca de 9800 casos de vítimas de detenção e tortura e 30 casos de desaparecimentos e execuções extrajudiciais foram considerados válidos”, explicou aos jornalistas a vice-presidente da comissão, Maria Luísa Sepúlveda.

O número de vítimas poderá ser bastante superior, segundo a Associção de Familiares de Detidos e Desaparecidos do Chile. “Se 9800 casos puderam ser esquecidos em 1990, quando poderão sê-lo ser agora?”, pergunta a presidente da organização, Lorena Pizarro, citada pela AFP. “Vejam o número de acusações, o nível de repressão durante 17 anos. O número de vítimas até poderá chegar às 100.000.”

Segundo as normas da comissão, são reconhecidas como vítimas as pessoas que tenham sido detidas por questões políticas ou torturadas por agentes do regime ou pessoas ao seu serviço, bem como as vítimas de sequestros, desaparecimentos forçados ou execuções extrajudiciais entre 11 de Setembro de 1973 e 10 de Março de 1990. Cada uma das vítimas tem direito a uma pensão mensal de cerca de 180 euros.

Desde o fim da ditadura de Pinochet já várias comissões investigaram as atrocidades cometidas durante o regime militar. Primeiro a Comissão Verdade e Reconciliação, em 1991, depois uma outra comissão sobre prisão política e tortura. Conclui-se então que tinham existido mais de 27.000 casos de tortura e detenção ilegal e 3197 mortes e desaparecimentos. Agora sabe-se que esse número foi superior.

No Chile foram instaurados processos judiciais contra 700 antigos militares, por violações de direitos humanos, e cerca de 70 estão ainda detidos. Ainda no ano passado foi aberto um inquérito sobre 725 casos de vítimas da ditadura que nunca foram investigados.

Entre esses casos estava o de Salvador Allende, o Presidente socialista que governou o Chile durante mil dias até ser derrubado pelo golpe dos militares de Pinochet, que bombardearam o Palácio de La Moneda a 11 de Setembro de 1973. A dúvida, neste caso, era se Allende tinha sido atingido pelos militares ou disparado contra si com a AK47 que lhe tinha sido oferecida pelo amigo Fidel Castro. Após a exumação do corpo e uma nova autópsia os especialistas forenses concluíram que Allende se suicidou. Era essa, aliás, a tese mais consensual, defendida por quem estava com ele em La Moneda e pela família. A filha, Isabel Allende, sempre sublinhou que o pai preferia pôr fim à vida do que ser levado ao exílio pelos militares.


 

 
O desafio de um activista pôs a Índia a gritar contra a corrupção PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:52

O desafio de um activista pôs a Índia a gritar contra a corrupção


Preso por querer fazer greve de fome, Anna Hazare foi libertado e começou esta sexta-feira o seu jejum público, numa derrota pesada para o Governo. Os jovens indianos acreditam ser "a mudança".alt

Há décadas que a Índia não saía à rua como nos últimos dias, em protesto contra a prisão de Anna Hazare, um activista anticorrupção detido depois de recusar as condições que o Governo lhe impôs para fazer uma greve de fome pública. Afinal, a indignação contra a cultura da corrupção estava lá, nos estudantes, nos agricultores, nos funcionários públicos. O braço-de-ferro entre os políticos e este activista de 74 anos e parecenças físicas com Ghandi transformaram essa indignação silenciosa em grito.

"A democracia significa que nenhuma voz, por mais pequena, pode ficar por ouvir. O sentimento anticorrupção não é um sussurro - é um grito", escreveu na rede social Twitter Anand Mahindra, um dos principais empresários do país de 1,2 mil milhões, a maior democracia do mundo.

Hazare fez uma greve de fome em Abril que levou o Governo a prometer criar uma agência contra a corrupção. O projecto de lei foi apresentado no início do mês e está agora a ser analisado por uma comissão parlamentar. Mas os activistas consideram que a versão final está muito longe do que queriam, já que deixa os juízes e o gabinete do primeiro-ministro a salvo de qualquer investigação. Ontem, a Câmara Alta do Parlamento acusou pela primeira vez um juiz de um tribunal superior de corrupção.

Corrupto e estúpido

Anna Hazare, que na verdade se chama Kisab Baburao, quis voltar a protestar sob a forma de jejum público. O Governo quis obrigá-lo a jejuar só por três dias e impor um limite ao número de pessoas que se podiam juntar em seu redor, entre 22 restrições.

Face à sua recusa, decidiu prendê-lo na terça-feira. Quando o quis libertar, Hazare recusou e começou a greve de fome na prisão. "Corrupto, repressivo e estúpido", foi o título do jornal "The Hindu" para um editorial sobre a gestão do caso por parte do Executivo. "Anna prende o Governo", escreveu, por seu turno, o "Indian Express".

"Somos a juventude da Índia. Estamos com Anna. Eu já vi corrupção", disse à Reuters Sweta Dua, universitário de 21 anos que engrossou nos últimos dias a multidão junto à prisão de Tihar, em Nova Deli, onde Hazare foi detido - a mesma onde um ex-ministro e vários políticos e executivos estão presos, acusados de corrupção.

Com Sweta Dua estavam mães com filhos, reformados, donas de casa, empresários, professores. Os protestos - multiplicados com apelos no Facebook e no Twitter, como nas revoltas árabes - foram maiores nas grandes cidades mas chegaram à Índia rural. Uma petição online pela libertação de Hazare e contra a corrupção reuniu 170 mil assinaturas em 24 horas.

"Somos tão corrompidos. Não temos medo de propor subornos e as pessoas não hesitam em aceitá-los. Devíamos ter vergonha de nós", disse à AFP Anita Trehan, que pagou um suborno para abrir o seu cabeleireiro.

O anúncio de um acordo entre Hazare e o Governo para uma greve de fome de 15 dias em público, onde o activista queria, o parque Ramlila Maidan, foi recebido com palmas e gritos de alegria. No centro de Deli houve um palco improvisado e músicos que ali actuaram. "Eu sou Anna" e "Estamos contigo" foram as frases mais repetidas. "Viva a Mãe Índia" e "Basta de corrupção" também se ouviu.

Uma revolução

O protesto público só começa sexta-feira porque o Ramlila Maidan (parque usado para comícios e celebrações religiosas) não estava pronto para multidões - e é de uma multidão que se espera.

 

 
Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:49

Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos”


A pouco mais de um ano das eleições presidenciais na Venezuela, Hugo Chávez ordenou a transferência das reservas internacionais depositadas em bancos nos Estados Unidos ou na Europa para outros “países amigos”, como a Rússia, China ou Brasil.alt

A decisão foi confirmada depois de o Presidente venezuelano ter anunciado que irá nacionalizar a produção de ouro da Venezuela e o objectivo, segundo a oposição e vários analistas, será blindar as reservas internacionais contra eventuais sanções ou embargos contra o Governo, sublinhou o “El País”.

O próprio Chávez o deu a entender. “Olhem para o que se está a passar no mundo árabe com o uso de reservas internacionais... esses recursos são praticamente confiscados, e isso é coisa que temos de evitar a qualquer custo”, disse, referindo-se ao congelamento das reservas dos regimes líbio e sírio.

As reservas internacionais da Venezuela rondam os 29.100 milhões de dólares e, desse montante, 63 por cento são cerca de 364 toneladas de lingotes de ouro. A maior parte, 211 toneladas, está depositada no estrangeiro. O que o Governo pretende agora fazer é trazer de volta esse ouro para Caracas e, para além disso, transferir também 6300 milhões de dólares que tem depositado em diferentes bancos para instituições bancárias de países aliados como a Rússia, China ou Brasil.

Chávez defende que se trata de uma medida “sensata”, tendo em conta a crise financeira “no Norte”, mas vários analistas consideram que esta decisão poderá aumentar a desconfiança dos investidores. Rodrigo Cabezas, deputado do partido de Chávez, justificou a decisão ao dizer que “os países emergentes não têm hoje convulsões económicas ou políticas e serão uma garantia para as reservas da Venezuela”.

O anúncio estará relacionado com o receio de um aumento da instabilidade na Venezuela quando já se aproximam as eleições previstas para Dezembro do próximo ano, nas quais Chávez – que se encontra no poder há 13 anos – procurará ser reeleito.

A oposição vê neste escrutínio uma oportunidade para derrubar o “chavismo” e o estado de saúde do Presidente, que sofre de cancro e tem sido submetido a tratamentos de quimioterapia, aumenta a incerteza.

O país está a atravessar um momento político decisivo. É o principal exportador de petróleo da América do Sul e vários analistas consideram que a transferência de reservas tornará mais opaca a situação financeira da Venezuela. “É uma medida que não tem justificação económica, só política”, disse à AFP Asdrubal Oliveros, director da consultora venezuelana Ecoanalítica. “Terá efeitos negativos na percepção de transparência da Venezuela e no seu perfil de risco, que já está bastante afectado.”


 

 
Nova repressão aos protestos na Síria já fez pelo menos 22 mortos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:45

Nova repressão aos protestos na Síria já fez pelo menos 22 mortos

Pelo menos 22 pessoas foram dadas como mortas e dezenas ficaram feridas esta sexta-feira na Síria, nesapós a polícia e o Exército terem disparado contra manifestantes anti-Governo, noticiou a AFP.alt

Sob o lema "os primeiros frutos da vitória" (depois de vários líderes mundiais terem pedido a saída do Presidente Bashar al-Assad), os manifestantes enfrentaram as forças de segurança que abriram fogo, anunciaram os rebeldes.

Activistas dizem que a maioria das vítimas se encontrava na província de Deraa, no sul, onde a revolta começou cinco meses atrás, mas que duas pessoas foram mortas ainda em Homs, a terceira maior cidade da Síria, onde também ocorreram tiroteios.

A imprensa estatal síria reportou números diferentes, afirmando que um homem disparou contra crentes e forças de segurança, matando pelo menos dois polícias.

Antes, o Presidente Bashar al-Assad garantiu que as investidas contra civis e manifestantes tinham terminado. No entanto, segundo os activistas e vários vídeos publicados por estes na Internet a promessa não foi cumprida.

Na quinta-feira, vários líderes mundiais, incluindo Barack Obama, pediram a demissão de Assad. A Rússia, porém, rejeitou estes pedidos e disse que devia ser dado mais tempo ao chefe de Estado para colocar em prática as reformas que tem vindo a prometer.

Por sua vez, o enviado sírio na ONU acusou os Estados Unidos de instigarem a rebelião. Bashar Ja’afari disse que os EUA estavam a “travar uma guerra humanitária e diplomática” contra a Síria, em conjunto com outros membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo grupos de direitos humanos, cerca de duas mil pessoas já morreram e milhares estão detidas desde Março, o que tem sido uma tentativa das forças de segurança para reprimir o descontentamento que se instalou em todo o país.

As Nações Unidas afirmaram ter sido dada autorização e garantido total acesso para uma missão humanitária no país, a ser enviada no sábado. Esta resolução surgiu depois das conversações entre o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Presidente sírio, na quarta-feira.

A União Europeia prepara-se agora para expandir as sanções contra a Síria, tendo como alvo o sector petrolífero, informaram as autoridades, e pretende igualmente punir indivíduos e instituições estatais. A maior parte do petróleo exportado pela Síria vai para a Europa.



 

 
Frutas são os produtos mais importados no II trimestre de 2011 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:42

Frutas são os produtos mais importados no II trimestre de 2011

Luanda - Maçã, pêra, marmelos e frescos são os produtos mais importados por Angola durante o II trimestre deste ano, com 128 mil, 358 e 40 toneladas, representando 3,13 porcento do total do peso dos bens comprados no exterior do país.alt

Segundo dados estatísticos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a que a Angop teve acesso hoje, no mesmo período do ano 2010 a importação daqueles bens pesou três mil, 108 e 87 toneladas, representando uma diferença de 125 mil, 249 e 53 toneladas.

Depois das frutas e frescos seguem-se na lista dos 100 produtos mais importados por Angola, as hortaliças como cenouras, nabo, beterrabas para saladas, rabanetes e raízes comestíveis, entre outros, com 121 mil 208 e 50 toneladas, o equivalente a 2,95 porcento do total.

Até ao ano transacto, de acordo como CNC, liderava a lista dos 100 produtos mais comprados no exterior do país, os cimentos hidráulicos, cervejas de malte, açúcares de cana, vinhos de uvas frescas, carnes e miudezas comestíveis com mais de três milhões
de toneladas.

As estatísticas revelam ainda que a América foi o principal fornecedor de produtos durante o segundo trimestre de 2011, devido ao aumento em 161,19 porcento das suas exportações para Angola, ao passo que a Ásia ficou em segundo lugar e teve uma queda de 9,85 porcento.

No semestre em referência, Angola registou um crescimento das exportações de África avaliado em 76,01 porcento nas suas remessas, ainda assim insuficiente para tirar a Europa do terceiro lugar, enquanto as exportações da Austrália caíram 34,70 porcento.

Quanto aos países que mais exportaram para Angola, no II trimestre de 2011, o Brasil lidera, ultrapassando a China. A seguir vem Portugal, Noruega, África do Sul, Indonésia e Canadá.

O CNC dá um realce para a África do Sul que aparece à frente de parceiros como os Estados Unidos da América e os Emiratos Árabes Unidos, mercados muito procurado pelos operadores do mercado angolano.

Relativamente aos 100 maiores importadores do país, a lista indica na primeira posição a Casa Militar da Presidência da República, seguida da empresa Impursal Comércio Geral, Maicrolix, Mercado de Fresco de Angola, Rex Trading Company, e da Chinangol.

Sobre os principais agentes de navegação, por toneladas de carga transportada, durante o segundo trimestre, a lista é liderada pela Maersk, seguido da Safmarine, NDS e Delmas. A seguir estão a Grinaldi, a PIL, a SUN SHINE SHIPPING, a OT AFRICA LINE e a LIN LINES.

O total de carga transportada para o país foi de quatro milhões, 105 mil e 365 e 34 toneladas.

O Conselho Nacional de Carregadores, designado abreviadamente “CNC”, é um Instituto Público do Ministério dos Transportes que tem por fim a coordenação e controlo das operações de comércio e transporte marítimo internacionais, bem como a actualização, uniformização e simplificação dos métodos e normas de execução.

 


 

 
Pequenas poupanças permitem aos bancos aumentar carteiras de depósitos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 20 Agosto 2011 04:39

Pequenas poupanças permitem aos bancos aumentar carteiras de depósitos

Luanda - Pequenas poupanças permitem que os bancos aumentem as suas carteiras de depósitos, para poderem financiar o próprio sistema económico, disse hoje (quinta-feira), à Angop, o economista José Severinoalt.

Instado a falar sobre a “Redução de requisitos para a abertura de conta bancária”, afirmou que a medida vai permitir que as pessoas de baixa renda possam bancarizar os seus rendimentos e tenham uma poupança ou gerir melhor os seus honorários.

Considerou que quanto mais dinheiro estiver guardado maior será a possibilidade dos bancos financiarem os projectos ou a economia.

De acordo com José Severino, a medida do BNA vai permitir paulatinamente a formalização da economia, visto que os pequenos operadores terão maior possibilidade de bancarizar os seus rendimentos e serem contribuintes fiscais.

Vai ainda impulsionar um bom relacionamento entre os pequenos operadores económico e os bancos, o que considerou de dinâmica da economia.

Segundo o economista, a redução de requisitos para a abertura de conta bancária é uma medida que facilitará o aumento do volume de bancarização do rendimento da população, visto que o existente ainda é diminuto tendo em conta a densidade populacional.

Assim vai se recolher a massa monetária que se encontra fora do circuito bancário e fortificar a poupança nacional”, afirmou José severino.

Disse que a medida do executivo, através do Banco Nacional de Angola (BNA), é louvável porque vai permitir que muitos cidadãos de acordo com rendimento possam poupar através de bancos.

De acordo com José Severino, a medida irá diminuir o volume de dinheiro que circula no mercado informal.

 

 

 


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