May 24
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Familiares dos presos políticos voltam a manifestar-se PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Segunda, 10 Outubro 2011 06:59

Luanda – Os familiares e vizinhos dos jovens detidos no “caso do 3 de Setembro”, anunciaram nova manifestação/marcha pacifica a ter lugar no próximo dia 15 de Outubro, no largo da Independência para exigir a libertação incondicional dos seus filhos que foram vitimas da violência da policia Nacional.


Fonte: Club-k.net

Juiz Cristiano André ignora recurso dos advogados

A indignação dos mesmos é em função do silencio do Juiz - Presidente do Tribunal Supremo, Cristiano André “em deixar ser pressionado pelo poder político para não retificar as lacunas do seu colega Juiz Adão Damião que não aceitou a conversão das penas em multas conforme estipula a legislação em Angola.”

 

De acordo com o programa da marcha, os protagonistas vão se concentrar pelas 09h00 no cemitério da Santa Ana, rumo ao largo da Independência. Apelam entretanto, ao Ministro do Interior Sebastião Martins para que não volte a enviar ao local, da marcha, elementos dos Serviços de Inteligência para agredirem jornalistas para depois mostrarem camaras de filmar partidas na TPA fazendo crer que foi acção das mães dos manifestantes, tal como aconteceu a semanas atrás.


De recordar que o direito a manifestação é previsto na lei constitucional angolana, porem, as autoridades angolanas reagem com violência quando as mesmas não são realizadas pelo partido no poder. Em Setembro, as autoridades deram anuência a uma manifestação que teve lugar no dia 3 de Setembro mas que teria ficado manchada com actos de agressão protagonizados por agentes infiltrados da segurança angolana. estes violentaram os manifestantes e agrediram jornalistas partindo as suas camaradas de filmar. Em simultâneo circulou que as autoridades pretendiam matar dois manifestantes no sentido de causar pânico.


As autoridades foram acusadas de terem forjado um julgamento em que apresentaram os policias como vitima e os agredidos como agressores. Varias organizações dos direitos humanos em Angola e no exterior levantaram a voz para criticar a conduta do governo.


O comportamento das autoridades em reprimir os jovens foi visto como estratégia para desencorajar possíveis actos de manifestação. No sentido de mostrar que os jovens não se manifestam devido aos problemas sócias. O regime pois a circular informações acusando a UNITA, de estar por detrás dos jovens que realizaram a manifestação.

 

 
Funcionários da Embaixada em paris envolvidos em escândalo de agressão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:21

Funcionários da Embaixada em paris envolvidos em escândalo de agressão

Paris - Um funcionário ao serviço da missão diplomática angolana em paris foi detido pela policia francesa por agressão a um angolano identificado por Cláudio Pinnock, no passado dia 4 de Outubro. O incidente aconteceu quando o jovem que é advogado de profissão preparava-se para embarcar para Lisboa, a partir do Aeroporto de Orly em Paris. O elemento da embaixada que se supõe ser motorista estava acompanhado de um outro que na seqüência da agressão esfaqueou o advogado no braço levando 24 pontos.


Fonte: Club-k.net

Cônsul António suspeito de ser o mandante

O agressor foi preso no dia seguinte após ter sido identificado por intermédio das camaras de vigilância do aeroporto.


São desconhecidas as motivações que levaram o funcionário da embaixada a proceder desta forma, porém, circula nas redes sócias, indicações de que “a agressão terá sido cometida por elementos da segurança da embaixada de Angola em Paris, por o advogado ter publicado em tempos um artigo a criticar a atitude deles quanto a nomeação de um certo Manuel António “Soviético” ao cargo de Cônsul geral em França, em substituição de José Sumbo ”.

 

Um jovem Paulo Tavares que acompanha de perto o assunto postou nas redes sócias que uma entidade angolana interveio junto do Cônsul Manuel António “Soviético” para que este diga quem foi que mandou fazer tal coisa e explicar “porquê que os agressores queriam o computador de Patrick.”, disse a fonte adiantando que tal personalidade chegou a falar também com o embaixador Miguel da Costa que prometeu intervir.

 

Sabe-se, entretanto que o Ministério das relações exteriores em Luanda esta ocorrente do assunto. Belo Mangueira, o director-geral dos Assuntos Jurídicos, Consulares e Contencioso do MIREX, que esteve recentemente em paris por ocasião da inauguração do consulado geral, é citado como estando a evitar que o assunto venha a público. Terá entrado em contacto com a vitima no sentido de que este retire a queixa na policia avançando uma compensação no valor de € 15000 (quinze mil euros).

 

 
Ministra defende promoção contínua do artesanato PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:18

Ministra defende promoção contínua do artesanato

Luanda – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, considerou hoje, em Luanda, que a promoção contínua de feiras do artesanato vai contribuir para o aumento da renda e, consequentemente, para o fim da pobreza deste grupo de profissionais que, ao longo dos anos, produzem obras artesanais e algumas de cariz artístico.


Rosa Cruz e Silva fez esta afirmação na abertura da Feira Nacional de Artesanato, promovida pelo Ministério da Cultura, em parceria com os governos provinciais, no Parque da Independência.


Para a ministra, estas feiras são fundamentais à divulgação e venda das peças dos artesãos, que têm encontrado dificuldades para comercializar as suas produções.


“A primeira edição de Feira Nacional de Artesanato/2010 foi uma experiência positiva e penso que a segunda edição também será coroada de êxito tendo em conta o nível de participação dos criadores”, referiu.


A titular da pasta da cultura, além de reconhecer existirem ainda muitas dificuldades para recolha de material e para própria produção, acredita que as mesmas serão superadas e os seus criadores, sejam eles das escolas tradicionais e dos espaços urbanos, vão encontrar na feira uma forma de dar a conhecer ao público o seu talento e a sua força criativa.


Na abertura da feira, onde estão já presentes artesãos das 16 províncias do país (aguardando-se a presença das províncias das Lundas Norte e Sul), apreciaram a exposição o governador provincial de Luanda em exercício, Graciano Domingos, a ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, o secretário de Estado da Geologia e Minas, Makenda Ambroise, embaixadores acreditados em Angola, deputados à Assembleia Nacional e amantes do artesanato.

 

 
Incêndio deflagra em instalação da Sonangol PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:15

Incêndio deflagra em instalação da Sonangol

Luanda – Um incêndio de grandes proporções deflagrou hoje, desde às 14 horas, numa instalação de aditivos para o tratamento de lubrificantes derivados de petróleo, pertencente à Sonangol, localizada na comuna do Ngola Kiluanje, município do Sambizanga, nas proximidades da Refinaria de Luanda.

 

Em declarações à Angop, o porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Sebastião, disse que várias unidades de bombeiros dotadas de viaturas pesadas de combate a incêndios, tentam controlar o incêndio.

 

O responsável não precisou o número de efectivos e meios em acção e a existência ou não de vítimas humanas.

 

Neste momento, segundo Faustino Sebastião, é visível uma grande fumaça à longa distância devido à inflamabilidade dos produtos aí armazenados, como óleos diversos, mas o efectivo dos bombeiros continua engajado na total extinção.

 

Por questões de segurança e com vista a facilitar a intervenção dos bombeiros, a Polícia Nacional interditou a via principal que liga o município de Cacuaco, a partir da Refinaria, bem como da Cimangola, em sentido contrário.

 

Entidades particulares, portadoras de camiões cisterna de água, também ajudam a debelar o fogo.

 

Ainda são desconhecidas as causas e os danos globais causados pelo incêndio.

 

 

 


 

 
Ministro garante que actualização será extensiva à população penal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:13

Ministro garante que actualização será extensiva à população penal

Luanda – O processo de actualização do registo eleitoral, que decorre até Dezembro próximo, será extensivo à população penal, garantiu hoje (sexta-feira), em Luanda, o ministro do Interior, Sebastião Martins.

O facto foi revelado após o acto de reconfirmação do seu registo eleitoral, decorrido na sede da instituição, onde foi instalado um posto para a reconfirmação dos funcionários.

Disse estarem em curso iniciativas para coordenação entre o Ministério do Interior e a Direcção dos Serviços Prisionais, por forma a facilitar a actividade das entidades afins, nos referidos estabelecimentos.

“A Lei está clara nesta matéria, todos os reclusos, que não tenham qualquer limitação no exercício do direito de cidadania, podem actualizar o seu registo eleitoral e exercer, no próximo pleito, o direito do voto”, sublinhou o governante.

No quadro da intensificação da campanha de reconfirmação do registo eleitoral, o Ministério da Administração do Território (MAT) está a sensibilizar a sociedade para aderir a este processo.

O processo prevê, para além do recenseamento dos cidadãos que completem 18 anos, até Dezembro deste ano, a actualização dos dados dos eleitores cadastrados em fases anteriores.

Durante a fase de certificação dos dados, os eleitores estão a indicar, também, os locais onde pretendem votar, para facilitar a elaboração dos mapas das assembleias e mesas de voto, na base dos cadernos eleitorais.

O referido processo decorre de Julho último a Dezembro, visando habilitar os cidadãos angolanos a participarem nas próximas eleições.


 

 
Angola pela sexta vez no CAN PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:10

Angola pela sexta vez no CAN

Luanda - Angola confirmou hoje presença pela sexta vez numa fase final do campeonato africano das nações em futebol (CAN) ao vencer na Guiné-Bissau, por 2-0, em jogo da última jornada do grupo J.

 

Angola, que à entrada da ronda era a segunda classificada com 9 pontos, beneficiou do empate a zero bolas do Uganda (até então líder com 10) diante do Quénia.

 

PARTICIPAÇÕES DE ANGOLA NO CAN:

 

1996 - África do Sul

1998 - Burkina Faso

2006 - Egipto

2008 – Ghana

2010 - Angola (organizadora)

2012 - Gabão e Guiné - Equatorial

 

 

 
Estrato da Entrevista de Isaías Samakuva no Facebook PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 09 Outubro 2011 06:05

Isaías Samakuva é entrevistado pelos usuários da rede social Facebook pelo que publicamos estrato da sua entrevista, moderada pela activista cívica Vanessa Mayomona
Vanessa Mayomona - Tem a palavra Claudio Fortuna --->Jornalista Free Lancer residente em Luanda.
Cláudio Fortuna - Gostava de saudar o senhor presidente da UNITA e perguntar se em função da situação periclitante que a UNITA vive hoje pelo menos para o mundo exterior é esta imagem que passa, se não receita que ste cllima possa ajudar a perder a sua tradicional praça eleitoral tal como aconteceu em 2008'' e qual é a actual geografia politica hoje?
Isaias Samakuva - Boa noite, caro Cláudio Fortuna. Lamento dizer que o pressuposto da sua pergunta está errado. Portanto, se internamente a UNITA não está em crise, se o Partido está a crescer todos os dias, em todas as províncias, se os índices de rejeição pelo contrário temos de nos regozijar de que o dia da mudança está mais próximo do que parece. Certamente que há gente que gostaria de ver estas ditas crises serem reais, disso não duvidamos mas o Povo sabe que não há nenhuma crise e nós temo-lo visto e sentido, no norte e sul do País no leste e no oeste.
Vanessa Mayomona Coque Mukuta tem a palavra se faz favor.
Coque Mukkuta Mama, obrigado.
Coque Mukkuta Olá Kota, diga-nos – que estratégia tem para com a classe estudantil angolana tendo em vista os próximos 4 anos à que se propõe junto da UNITA? E, acha que, mais alguma coisa de especial possa vir a dar aos militantes da UNITA e a população angolana após os 8 anos de gestão que teve na sua organização partidária?
Isaías Samakuva Olá, caro Coque. Então como vais? Eu vou preferir falar da juventude no seu geral em vez de apenas sobre a juventude que estuda. Se concorda, assim estaremos a ser mais abrangentes. Para nós o homem é o ponto de partida e de chegada de todas as nossas preocupações. Assim, ele tem de ser formado desde à sua infância e, por isso, investiremos massivamente na sua educação, porque a política de desenvolvimento da UNITA preconiza capacitar a juventude para ela operar a mudança. Certamente que sim. Acho que a UNITA ainda não teve a oportunidade de dar à população angolana o que ela precisa. É verdade que há quem confunda a acção partidária com a acção governativa. A solução de problemas sociais e gerais depende do Estado e não de partidos.

Facebook
 

 
Dois tibetanos imolaram-se pelo fogo em protesto contra o regime chinês PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 08 Outubro 2011 06:20

Dois tibetanos imolaram-se pelo fogo em protesto contra o regime chinês

Juntaram as mãos em jeito de súplica, gritaram palavras de protesto e depois imolaram-se pelo fogo. Os tibetanos Choepel, de 19 anos, e Khayang, de 18, sacrificaram-se contra a repressão na China. Já houve sete casos desde Março, segundo a organização Free Tibet.

Choepel morreu na estrada onde os dois se imolaram, junto ao mosteiro de Kirti, na província chinesa de Sichuan, adiantou a Free Tibet a partir de fontes locais. O estado de Khayang não é ainda conhecido. Os dois tibetanos terão sido monges budistas naquele mosteiro, onde este ano já decorreram vários protestos contra o regime chinês e a repressão por motivos religiosos.

Pelo menos sete tibetanos já se imolaram pelo fogo desde Março, segundo a Free Tibet. Phuntsog, de 21 anos, era monge no mosteiro de Kirti e fê-lo a 16 de Março. Mais tarde, a 15 de Agosto, Tsewang Norbu, de 29 anos, imolou-se na cidade de Tawu, e já a 26 de Setembro foi a vez de Lobsang Kalsang e Lobsang Konchot, ambos de 18 anos, também monges do mosteiro de Kirti. Na passada segunda-feira foi a vez de Kalsang Wangchuk, também de 18 anos, que se incendiou junto a um mercado na cidade de Ngaba, com uma fotografia de Dalai Lama na mão e depois de gritar “não há direitos religiosos nem liberdade no Tibete”.

Os casos têm sido denunciados pela Free Tibet, com sede em Londres. “É cada vez mais evidente que há muitos jovens tibetanos corajosos que estão determinados a atrair a atenção do mundo para um dos mais longos casos de violação de direitos humanos, não importa a que custo”, disse em comunicado a directora da organização, Stephanie Brigden. “A comunidade internacional não pode continuar em silêncio perante a violência e a repressão do regime chinês contra o povo tibetano”, adiantou.

O regime de Pequim tem respondido a estes protestos com várias detenções. Em Agosto foram detidos três monges por alegadamente terem ajudado Phuntsog a imolar-se pelo fogo, em Março, o que gerou protestos de várias organizações de defesa dos direitos dos tibetanos. Segundo a International Campaign for Tibet, com sede em Washington, a região junto ao mosteiro de Kirti está repleta de militares e é “praticamente impossível para os monges realizar as suas práticas e viver como seres humanos normais”.

O número de monges em Kirti diminuiu desde Março de 2500 para 600 devido a “reeducação patriótica obrigatória, detenções e expulsões”, adiantou o Bangkok Post. Choepel foi um dos monges expulsos e Khayang também acabou por deixar o mosteiro, embora não se saiba por que razões. A Free Tibet adiantou, no entanto, que o seu pai foi uma das 13 pessoas mortas pelas forças de segurança chinesas no protestos de Março de 2008 na região de Aba, impulsionados pelos protestos que ocorreram então em Lhasa, a capital do Tibete, os mais violentos dos últimos anos.

 
Karzai admite que o Governo e a NATO “falharam” no Afeganistão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 08 Outubro 2011 06:18

Dez anos após o conflito no Afeganistão, o Presidente Hamid Karzai disse numa entrevista à BBC que o Governo e a NATO “falharam” quanto à segurança no país. E apontou também o dedo ao Paquistão.

Karzai acusou o Paquistão de apoiar os rebeldes taliban, disse que há santuários dos rebeldes que persistem e contam com o apoio de Islamabad. Não é o único a admitir que não estão a ser alcançados os resultados pretendidos, uma vez que também o antigo comandante das forças da coligação, general Stanley McChristal, considerou que as forças presentes no país estão “a pouco mais do que meio caminho” de alcançar os objectivos desejados.

Para Karzai, um dos principais problemas é a segurança no país. “A NATO e os Estados Unidos e os nossos vizinhos no Paquistão deveriam ter-se concentrado há muito tempo, em 2002, 2003, nos santuários taliban”, disse à BBC. “Fizemos um trabalho terrível em garantir segurança ao povo afegão e esse é o maior fracasso do nosso Governo e dos nossos parceiros internacionais.”

A segurança, disse, foi o principal falhanço. “O que devemos fazer agora é possibilitar uma situação de segurança mais previsível para os cidadãos afegãos, uma área em que consideramos que a comunidade internacional e o Governo falharam definitivamente”. Os últimos meses têm sido marcados por diversos ataques, entre eles aquele que, ainda no mês passado, causou a morte do enviado para a paz e antigo presidente afegão Burhanuddin Rabbani. Do lado das conquistas, no entanto, o Presidente afegão sublinha o que tem sido feito nas áreas da saúde e da educação.

A morte de Rabbani, que mediava o diálogo com os insurgentes, foi considerada um duro golpe na política de Karzai de diálogo com os taliban, nomeadamente os que rejeitem a violência, que aliás continua a ser defendida pelo Presidente afegão. “Encontrem uma morada, encontrem um local e falamos convosco”, disse.

Karzai voltou a apontar o dedo ao Paquistão, afirmando que os santuários que os taliban dispõem no país nunca irão desaparecer se o Governo de Islamabad não cooperar com o seu, isto numa altura em que os rebeldes nunca terão estado tão perto de regressar ao poder. “Os taliban não podem mexer um dedo sem o apoio paquistanês”, disse Hamid Karzai. As autoridades paquistanesas negam qualquer apoio aos rebeldes mas isso não tem diminuído a desconfiança por parte das autoridades afegãs ou dos EUA.

Mais de 10 mil civis morreram só nos últimos cinco anos de conflito, segundo a ONU, e entre as forças internacionais houve mais de 2500 baixas. Há 140 mil soldados estrangeiros no Afeganistão, mas segundo o calendário estabelecido para a retirada as tropas de combate deverão regressar a casa até ao fim de 2014.


 

 
Coreia do Norte mostra a sua tragédia alimentar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 08 Outubro 2011 06:14

Coreia do Norte mostra a sua tragédia alimentar
No hospital pediátrico na província agrícola mais produtiva da Coreia do Norte, há duas crianças por cama. Todas mostram sinais de má nutrição profunda: têm infecções na pele, o cabelo pastoso, a apatia é evidente.

“As mães trazem-nas até aqui numa bicicleta”, diz o médico Jang Kum Son, que trabalha na cidade de Haeju, junto ao Mar Amarelo. “Tínhamos uma ambulância mas está completamente avariada. Uma mãe viajou 72 quilómetros. Quando chegam aqui, muitas vezes já é demasiado tarde”.

Começa a ser também demasiado tarde para a Coreia do Norte conseguir a quantidade de alimentos de que precisa antes de se instalar o rigoroso Inverno. O deficiente sistema de distribuição de alimentos do país, a subida global dos preços e as sanções contra Pyongyang devido aos seus programas de mísseis e nuclear contribuiram para o que em tudo se assemelha a uma grave fome, que começou mesmo antes de os tufões e das cheias terem devastado as colheitas de Verão.

O apelo do regime para que fosse prestada ajuda alimentar ao país ficou praticamente sem resposta. E só 30% da ajuda garantida pelas Nações Unidas conseguiu chegar. Os Estados Unidos da América e a Coreia do Sul, os principais dadores antes das sanções, já fizeram saber que não retomarão os envios antes do regime militar e comunista garantir que não desviará o auxílio para outros fins e que permita o progresso nas negociações para o desarmamento. A Governo da Coreia do Sul também diz que o Norte está a exagerar quanto à severidade da crise alimentar. Os visitantes estrangeiros, esses têm feito relatos divergentes sobre o que se passa.

O programa alimentar das Nações Unidas (FAO), por exemplo, fez saber no mês passado, e depois de uma visita dos seus funcionários, que “o estrago não é assim tão significativo”. Outro organismo da ONU, o Programa Alimentar Mundial (PAM), que mantém uma presença regular na Coreia do Norte, advertiu em Março que a fome estava a aumentar. E é devido a estas diferenças que o coordenador da ajuda de emergência da ONU visitará o país ainda este mês.

A Alertnet, um serviço de notícias humanitário dirigido pela fundação Thomson Reuters e que cobre a emergência de crises em todo o mundo, viu provas de má-nutrição e de colheitas estragadas mas também sinais de uma promissora produção de arroz.

Uma reportagem rara
Debaixo de um apertado controlo por parte das autoridades, um jornalista da Alertnet e um fotógrafo da Reuters conseguiram realizar uma viagem de uma semana na região de Hwanghae Sul. Fizeram uma visita rara a uma quinta colectiva, a orfanatos, a hospitais, a postos médicos rurais, a escolas e a infantários. O motivo do regime para permitir esta visita é a amplificação do pedido de ajuda alimentar.

Primeiro, as autoridades norte-coreanas pediram à Alertnet para mobilizar os seus subscritores no sentido de ajudarem e a dado ponto pediram à fundação Reuters uma doação. A Alertnet disse que não, mas sublinhou que poderia visitar o país e divulgar o que visse.

O retrato que o regime apresentou em Hwanghae Sul foi o de uma fome crónica, de cuidados de saúde incipientes, de acesso limitado a água potável ou limpa e um sistema de racionamento de bens alimentares em colapso.

Num orfanato de Haeju, 28 crianças amontoavam-se no chão de um pequeno posto médico e cantavam “não temos nada que invejar” — um hino à política de longa data da Coreia do Sul que tornou esta numa das sociedades mais fechadas à face da terra.

Medidas tiradas ao braço de cada criança (todas elas com códigos inscritos em pulseiras plásticas) — um teste para medir o grau de má-nutrição — mostraram que 12 estavam na zona laranja e vermelha, ou seja morrerão sem um tratamento adequado. A equipa dos Médicos Sem Fronteiras que acompanharam a Alertnet encontraram cenários idênticos noutras instituições. Mas sublinharam que não se podem tirar conslusões estatísticas. Num orfanato em Hwangju, 12 crianças estavam em situação crítica devido à falta de alimentos. Pareciam ter três ou quatro anos, apesar de os funcionários da instituição garantirem que tinham oito.

 
Nobel da Paz para T. Karman, E. J. Sirleaf e L. Gbowee PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 08 Outubro 2011 06:07

Tawakkul Karman, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee foram distinguidas hoje em Oslo com o Nobel da Paz, atribuído pelo Instituto Nobel norueguês.

O comité norueguês decidiu atribuir o Nobel a estas três mulheres - as liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkul Karman - pela sua luta pacífica em nome dos direitos das mulheres. "Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a menos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades do que os homens", escreve o comité em comunicado.

Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher africana a ser eleita, democraticamente, Presidente. Desde então "tem contribuído para a paz na Libéria, para a promoção do desenvolvimento económico e social e para reforçar a posição das mulheres".

Por seu lado, Leymah Gbowee conseguiu "mobilizar e organizar as mulheres de etnias e religiões diferentes a fim de conseguir acabar com a guerra na Libéria e garantir a sua participação nas eleições".

E nas circunstâncias mais difíceis, tanto antes como depois da "Primavera Árabe", Tawakkul Karman teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela democracia e paz no Iémen. Nas suas primeiras declarações, Karman disse estar "feliz e surpreendida" por ter recebido o Prémio, que dedica aos activistas da "Primavera Árabe". "É uma honra para todos os árabes, muçulmanos e para todas as mulheres", acrescentou, citada pela estação de televisão Al-Arabiya, sediada no Dubai.

No ano passado, o Nobel da Paz foi atribuído a Liu Xiaobo pela sua "luta em nome dos direitos humanos fundamentais na China".

Até agora, apenas 12 mulheres receberam o Nobel da Paz, em 110 anos de história. A última foi a ecologista queniana Wangari Maathai que faleceu no final de Setembro.

A cerimónia de entrega do Nobel está marcada para 10 de Dezembro, em Oslo.

Vencedores do Prémio Nobel da Paz nos últimos dez anos:

2010: Liu Xiaobo (China)

2009: Barack Obama (Estados Unidos)

2008: Martti Ahtisaari (Finlândia)

2007: Al Gore (Estados Unidos) e Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC)

2006: Muhammad Yunus (Bangladesh) e Grameen Bank

2005: Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e Mohamed ElBaradei (Egipto)

2004: Wangari Maathai (Quénia)

2003: Shirin Ebadi (Irão)

2002: Jimmy Carter (Estados Unidos)

2001: Organização das Nações Unidas (ONU) e Kofi Annan (Gana)


 

 


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