May 19
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Angola e o “27 de Maio de 1977”: PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 18 Maio 2012 10:10

Angola e o “27 de Maio de 1977”:

Comemora-se mais um “27 de Maio”, a data que simboliza o horror em Angola. Foi nesta data, em 1977, que arrancou um dos maiores genocídios perpetrados no Mundo. No dia 27 de Maio de 1977, o céu desabou sobre Angola tendo dizimado os melhores filhos do país, os poucos indígenas formados e não pelo colonialismo português.
Na altura, encontrei-me me no Luangu, uma das quatro aldeias das Zonas anexas de Matadi, a capital da Provincia do Bas-Zaire hoje Baixo Congo, na ex-República do Zaire, actual Republica Democratica do Congo (RDC).
Luangu era uma das bases militares do ELNA (Exercito de Libertacao Nacional de Angola – braço armado da FNLA), a mais operacional.
Quando aconteceu a insurreição popular de 27 de Maio, Luangu fervilhava de milhares de soldados da FNLA que regressaram de Angola donde foram derrotadas e expulsas pelo MPLA.
Não vivi, não testemunhei nem senti os horores da referida data.
Para evitar a especulação, este Sikama vai limitar-se a reproduzir alguns textos públicados nos livros referentes ao 27 de Maio de 1977.
O genocídio foi perpetrado pelo MPLA contra seus próprios militantes entre os quais aqueles que usurparam o poder em Angola, a favor deste Movimento marxista-leninista (MPLA).
São eles, Nito Alves, Monstro Imortal, Bakaloff, Sita Vales, Ze Van-Dunem, para citar ainda só estes, que instauraram o poder popular em Angola e expulsaram manu militari os “inimigos lacaios do Imperialismo Yankee” da UPA-FNLA e UNITA de Angola.
São estes temíveis comandantes da Primeira (1ª) Região Militar do EPLA (Exercito Popular de Libertação de Angola – braço armado do MPLA) que defenderam Agostinho Neto no Congresso de Lusaka, na Zâmbia, contra o seu rival Daniel Chipenda.
São estes que foram caçados e executados impiedosamente por seus antigos companheiros de luta.
Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus escrevem no seu livro “Purga em Angola” o seguinte:”Militantes e simpatizantes, amigos e familiares dos “purgados”, dezenas de milhar de pessoas, homens e mulheres , velho e novos, passaram por cadeias e campos de concentração. E muitos foram mortos apos aterradores interrogações ou em fuzilamentos sumários, sem nunca terem sido julgados e sem se saber sequer onde repousam as suas ossadas. Por estranho que possa parecer, as atrocidades cometidas no Chile de Pinochet assumem modestas proporções, se comparadas com o que se passou na Angola de 1977.”
Como as palavras voam e escritas ficam, muitos livros já foram escritos por alguns que viveram na carne e alma o referido genocídio, como Américo Botelho no seu livre Holocausto em Angola, Miguel Francisco “Michel” com “Nuvem Negra” – O drama de 27 de Maio de 1977” e “Angola – O racismo como cerne da tragédia de 27 de Maio de 1977”,  José Fragoso com “O meu testemunho – a purga do 27 de Maio de 1977 e as suas consequência”, José Fragoso e Lucas Pedro “Comandante Nito Alves – A ultima vitima do MPLA no século XX” e os ouviram a ocorrência da tragédia como Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus no livro “Purga em Angola – Nito Alves, Sita Valles, Zé Van Dunem, o 27 de Maio de 1977”.
Eis, a seguir o que relatam alguns dos referidos livros:
 
“EXECUÇÃO MASSIVA NO CEMITÉRIO DA MULEMBA (14)
 
No dia seguinte (de 27 de Maio de 1977), as 19.00h, o responsável do cemitério da Mulemba (cemitério 14) esta a jantar com a família quando aparece um telefonema estranho. O seu chefe  de repartição ordena-lhe que volte ao cemitério e aguarde. O cacimbo ensopra-lhe a roupa quando, de madruga param no portão dez carrinhas celulares. Carlos Jorge e Nelson Pinheiro (Pitoco), elementos da DISA, chefiam a expedição que estaciona junto a uma vala comum de 200 metros. Mal os prisioneiros se apeiam, soam rajadas das kalachnikov. Alguns ainda têm tempo de gritar: Salvem-me que eu não fiz nada. Pitoco, chefe do pelotão de fuzilamento, atende rápido ao apelo das vitimas: Esse eh perigoso, fica para mim. Um dos coveiros aplana a terra da vala com um tractor. Ainda se ouvem gemidos. O chefe do cemitério está aterrorizado e Pitoco avisa-o: Em Angola não pode haver uma contra-revolução, por isso, se falares, vais fazer companhia a estes.” Expresso (Revista), 25.01.92
Estes são verdadeiros Pol Pot. Já leste a história de Khmers vermelho no Camboja?
Quem são os assassinos em Angola? São Carlos Jorge, Pitoco, Manuel Rui Monteiro, Pepetela, etc.
Sabe como assassinaram os comandantes Nito Alves, Monstro Imortal, Zé Van Dunem, Juca Valentim, Bakalov,  Virinha, Nandinha, dos Comissários (governadores) provinciais de Malange, Luanda e Benguela e o ministro do comercio, Minerva, e centenas de milhares de indígenas  angolanos?
Que foram os mandantes, os executores, membros das comissões de inquéritos e da comissão de lágrimas que decidiram sobre a sorte dos “detidos” muitos destes foram fuzilados?
Busca saber o papel que jogaram o Ministério da Defesa, a Fortaleza São Miguel hoje Museu das Forcas Armadas, a Casa de Reclusão e a cadeia de São Paulo em Luanda, assim como os vários Gulags (campos de concentrações) disseminados pelo país.
Os torcionários e assassinos passeiam a vontade em Angola e dão festas”.
Referência: HOLOCAUSTO  em Angola de Américo Botelho e Purga em Angola, de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus.
 
“Uma noite no Ministério da Defesa:
Fuzilamento de 30 oficiais das FAPLA
 
Era uma dessas noites pos-27 de Maio (de 1977). No Ministério da Defesa encontravam-se Onambwe, Director nacional adjunto da DISA, e Dimuca, que chefiava as investigações gerais da Comissão Militar de Inquérito. Também lã estava o conhecido torturador Carlos Jorge.
A noite eh enviada uma ordem para a sede da DISA: “Preparar viaturas para missão muito importaste na Barra do Cuanza”. Da sede da DISA seguem cinco jipes para o Ministério da Defesa. Entram pelas traseiras que dão para o edifício da Missão Militar Soviética. Ai aguardam. A chefia pertence ao futuro capitão Tino. As viaturas levam bidões de gasolina e os soldados estão armados com automáticas akas. Desta missão toma parte Moisés, ex-aluno da Casa Pia de Lisboa, cuja família era oriunda da Guine-Bissau, e que me informou de grande parte destes acontecimentos.
Onambwe e Dimuca vêem ah porta confirmar que tudo está como foi pedido. Dirigem-se a uma das salas do rés-do-chão do edifício onde esteve a antiga Companhia de Comando do QG português. As portas abrem-se. Dentro estão cerca de trinta (30) oficiais descalços, de mãos amarradas atrás das costas e em roupa interior. Todos eles apresentam ferimentos graves. Há caras tão inchadas que já não eh possível ver os seus olhos. O “espectáculo” surpreende os próprios agentes da DISA.
Como se poderá adivinhar, eram militares acusados de terem participar no golpe de 27 de Maio. A selecção para o fuzilamento era da responsabilidade de Carmelino Pereira. Mas tal correspondia ah politica do MPLA: o extermínio de toda a oficialidade de Luanda e da 1.ª Região Militar foi a maneira  de garantir que nenhum dos traidores escapasse. Isto apesar de os oficiais terem insistido na sua inocência e esclarecido que apenas cumpriram ordens superiores. Não esquecer, em relação a estes factos, que Neto havia, precisamente, anunciado que não seria justo “utilizar o processo habitual”  e que , portanto, iria ser ditada uma sentença adequada. Estes processos sumários foram, por conseguinte, sancionados ao mais alto nível.
Pelas 22 horas, são prontamente deslocados para as viaturas. O cheiro a gasolina anuncia a morte. Eles têm agora a certeza de que vão morrer. Solta-se, então, o seu desespero e um coro de choro e gritos invade aquela noite: “Deixem-nos, ao menos, despedir das nossas famílias… das nossas mulheres…dos nossos filhos”. Entre os gritos ouvem-se os nomes das mulheres, dos filhos. Já as viaturas haviam passado o plano marginal do muro alto do Ministério e ainda se ouviam estas vozes do desespero. Alguns agentes da DISA choram, entre os quais o próprio Moisés que partira com muita renitência. Os 70 Km que separam Luanda do local escolhido na Barra do Cuanza foram desgastantes: o choro, as suplicas, os gritos. O rosto dos militares que os acompanhavam exprimia a sua estupefacção e o seu silencio não iludia o constrangimento e a inominável repulsa que os habitava. Tenha-se presente que muitos eram subordinados daqueles oficiais prisioneiros. Ontem, eram disciplinados valentes chefes militares; hoje, condenados que choram como crianças. Um dos militares tinha mesmo um primo entre os condenados, facto que ilustra bem a arbitrariedade desta execução.
Em São Paulo, no pos-27 de Maio, as noites que eram vandalizadas por vozes de chamamento traziam um medo impronunciável. Não só porque esses horizonte pendia sobre a cabeça de quase todos, mas também porque, na organização destas procissões de condenados, reinava frequentemente a arbitrariedade. Pense-se nos casos em que as vitimas foram levadas e assassinadas por engano, ou naqueles outros casos em que, sobrando espaço nas viaturas, os carrascos regressavam às celas para, a olho, seleccionar mais algumas vitimas (eh viva em mim a memoria do sucedido com o Augusto Inglês, preso no 27 de Maio, que foi levado para a ambulância da morte em vez de um tal José Inglês, acabando por ser salvo in extremis daquela confusão).
Por vezes o requinte era tal que alguns algozes vinha para São Paulo contar com pormenor o que se tinha passado nos fuzilamentos. Refira-se um exemplo. Kapakala e mais dezasseis condenados foram fuzilados por ordem do Tribunal. Ora, no dia seguinte, aquele mesmo que tinha ordenado o fuzilamento estava em São Paulo a contar como tudo se tinha passado perante o horror no rosto dos ouvintes – diziam que esse metido era do agrado dos dirigentes máximos do MPLA.
Na Barra do Cuanza
Chegam, por fim, ao local destinado. É noite cerrada. Uma clareira perto da estrada. Uma barraca de apoio aos militares que guardam esta zona, e tudo o mais eh deserto. Os prisioneiros são descidos das viaturas e a gasolina descarregada. As viaturas são dispostas de forma a iluminarem o sitio indicado pelo guarda militar local. Este policiamento local e permanente justificava-se pela frequência destas execuções.
Tino levava instruções para fazer sofrer os condenados até aos limites da sua imaginação e experiencia. E, de facto. Tino revelou-se um notável executor de tais instruções. Este, eh, sem duvida, um dos testemunhos mais eloquentes da violência arbitraria e brutal que o MPLA fez perpetuar no território angolano.
Com o pelotão de execução já alinhado, dirige a palavra aos condenados, como se de um julgamento se tratasse:
- Camaradas, houve um golpe em Luanda. Determino que vocês, aqui perante mim, digam a verdade – e acrescenta – Quem não disser a verdade será imediatamente abatido!
De seguida aponta para o primeiro e pergunta:
- Fizeste parte do levantamento?
- Camarada, eu fazia parte da 9.a Brigada … - responde este com a voz inundada de medo.
- Camarada, eu não tomei parte em nada – afirma o segundo.
- Ah! Não tomaste parte! Muito bem! – Ordem que este oficial seja colocado de costas para o mar e grita:
- Fuzilar!
Os militares dispara. O barulho eh ensurdecedor (por isso procuram um local como este, descampado, com uma única testemunha isenta, o oceano). O terror aumenta no rosto dos oficiais. O corpo fuzilado cai no chão trespassado de balas. Sob as ordens de Tino o corpo eh  regado com gasolina e incendiado. Arde como um archote e incha como se de um balão  se tratasse. Por fim rebenta, ardendo ate ficar reduzido a cinza. O arrependimento estampa-se no rosto dos próprios militares da DISA. Mas o aviso está feito:
- Digam a verdade, caso contrario vai já acontecer o mesmo – vocifera Tino.
Seria difícil imaginar um processo de execução mais violento, sádico e, sobretudo, mais eficaz na fermentação do medo na consciência  daquelas  vitimas seleccionadas para este “abate”. A noite, a completa irracionalidade do interrogatório, os tiros, o sangue, a gasolina… adensaram o terror, fazendo desta antecâmara da morte um verdadeiro inferno. De facto, diante de tudo aquilo que viram e ouviram, todos optaram  por confessar o que lhes era pedido. Porem, quando o ultimo se acusou, logo recomeçou a execução; a morte tinha sido adiada por poucos minutos. Foram mortos um a um, para que cada um fosse obrigado a ver na morte dos companheiros, preludio da sua própria. No fim, depois dos “ritos” da bala, seguiu-se o banho de gasolina e a respectiva cremação dos corpos num autentico gesto de ostentação do horror. A pá lançou os últimos resíduos ao mar, selando o destino trágico desta geração angolana de oficiais e procurando calar qualquer evidencia que denunciasse estes fuzilamentos.
Por agora tinha acabado, mas no dia seguinte a sessão continuou. Moisés, entre outros elementos da DISA, tentaria esquivar-se a este serviço certamente por acharem que aquelas modalidades de fuzilamento se revestiam de uma desumanidade insuportável.”
Ref.: BOTELHO, Américo Cardoso, HOLOCAUSTO em Angola, pp. 92-95, Nova Veja, 2007
Quem é este Tino e onde anda?
“Torturas e morte
 
Fuzilamento de Nito Alves, Monstro Imortal e Juca Valentim
 
Maria da Luz Veloso conta:
Ouvi os interrogatórios de muitos homens. Mas de um lembro-me em especial, pelo silencio entredcortado de gemidos horrorosos. Vinham do mais fundo das entranhas, um sofrimento lancinante. Era o Juca Valentim. Quando morreu, os algozes passaram no corredor. E riam ao pronunciar-lhe o nome:
- Juca Valentin. Juca Valentiiiiiiim.
Acusaram-no de querer matar o Presidente. E no entanto fora ele que lhe salvava a vida.
João Jacob Caetano, o lendário Monstro Imortal, morreu com o garrote de nguelelo. Também  consta que o tinham cegado.
Foi interrogado por Pedro Tonha (Pedalé), o qual , possivelmente como premio, subira do 10º para o 4º lugar na hierarquia do MPLA. No entanto, nem coragem tinha para lhe fazer as perguntas. Os algozes deixavam na sala um gravador, para depois reproduzirem o que dizia. E iam apertando o garrote. João Jacob Caetano só dizia:
- Mas quem são vocês. Não vos conheço. Chamem o Neto para me interrogar.
Ao que parece, atiraram o corpo de um avião.
Um ultimo caso, o de Nito Alves.
João Kandanda, militar das FAPLA, e agente da DISA, depois de afirmar que Nito nunca foi julgado, porque não havia tribunal para o julgar e condenar, declara:
Tinha sessões de tortura psicológica e às vezes físicas, para dizer o que queríamos. Havia dias  em que passava fome e ficava de pé na estatua. Lembro-me de uma vez ter ficado cinco dias sem comer nem beber.
Afirmava que sabiam perfeitamente que nunca quisera dar um golpe de Estado  e muito menos matar Agostinho Neto. Julião Mateus Paulo (Dino Matross), actual secretário-geral do MPLA, afirma ter visitado Nito Alves na Fortaleza (actual Museu das Forcas Armadas). E diz tê-lo ouvido dizer que estava a defender Agostinho Neto.
A indicação para o seu fuzilamento terá sido do presidente da Republica (Agostinho Neto), embora na Fortaleza, onde estava, a ordem tenha sido dada por Iko Carreira, Henrique Santos (Onambwe) e Carlos Jorge (Cajoh).
Nito não quis que lhe tapassem os olhos, pois queria ver os que iam matar. O corpo foi varado por umas três dezenas de balas. E um dos chefes ainda lhe foi dar o tiro de misericórdia.
O seu corpo foi atirado ao mar, com um peso.
A Fortaleza de S. Miguel eh para a qual foram os presos mais importantes, Monstro Imortal, Jose Van-Dunem, Bakalov.”
Ref.: MATEUS, Dalila Cabrita, et MATEUS, Álvaro, Purga em Angola, Nito Alves, Sita Valles, Zé Van Dunem, o 27 de Maio de 1977, pp. 121-123, ASA Editores S.A., Lisboa, 2007.
 
ATTENCAO!!!
PARA A PROXIMA EDIÇÃO:
 
SIKAMA (Acordar, Despertar)
Por Makuta Nkondo
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Comité da JMPLA na Argélia manifestam o apoio ao JES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 18 Maio 2012 10:06

Comité da JMPLA na Argélia manifestam o apoio ao JES

COMITÉ DA JMPLA NA ARGÉLIA
NOTA DE IMPRESA
(VIVA CDA PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS )
Argel, os militantes, simpatizantes e amigos da JMPLA na República da Argélia manifestaram o seu apoio incondicional, que o cabeça de lista das eleições de 2012 seja o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos.
Segundo o Camarada Primeiro Secretário da JMPLA na Argélia Cda Sebastião Kiakumbo que deslocou na Província de Blida que dista à 50 km da Capital Alger para dar boas vindas aos novos rece-chegados que estão na preparação do Curso intensivo de Língua francesa informou o objectivo da JMPLA na Argélia,
O Cda Sebastião Kiakumbo apelou aos militantes e estudantes finalistas que quando estiverem em Angola, os que têm cartão eleitoral actualizado para que pudessem exercem o seu direito de cidadania “voto”.
Salientando que a JMPLA na Argélia controla mais de 200 militantes distribuídos em 7 núcleos provinciais.
Na ocasião, os militantes e simpatizantes desejaram bom regresso aos 51 finalistas das diferentes cursos e sucesso ao novo desafio e, em particular para o Cda Sebastião Kiakumbo o grande líder juvenil na Argélia formado em Contabilidade-Fiscalidade na Universidade de Khemis Miliana-Argélia, que regressará definitivamente esta semana em Angola, tendo a Direcção da JMPLA na Argélia ter indicado o Cda Vanelson Dariessel Abrantes para exercer o cargo de Primeiro Secretario Interino até a realização da Assembleia Ordinária.
O acto terminou com um jantar de confraternização.
Argel, aos 15 de Maio de 2012
O Primeiro Secretário da JMPLA
Sebastião Kiakumbo

 
 
CHUVUKUVUKU fala do “ACTUAL ESTADO DA NAÇÃO” nas QUINTAS DE DEBATES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 18 Maio 2012 10:02

CHUVUKUVUKU fala do “ACTUAL ESTADO DA NAÇÃO” nas QUINTAS DE DEBATES

NOTA DE IMPRENSA
A Associação OMUNGA realiza no próximo dia 17 de Maio do ano em curso, o seu programa quinzenal QUINTAS DE DEBATES. O referido programa, visa proporcionar espaços de diálogo aberto, despido das cores partidárias e juntar visões diferentes sobre temas diversos ligados à política, economia e sociedade.
O programa QUINTAS DE DEBATES, acontece com as atenções viradas às eleições previstas para este ano de 2012, transparência, corrupação e boa governação em Angola.

 

 Com o tema “O ACTUAL ESTADO  DA NAÇÃO”, será prelector Abel CHUVUKUVUKU. O debate vai acontecer CINE MONUMENTAL, em Benguela, a partir das 15 horas.
Acompanhe ainda a transmissão em directo pela Rádio Diocesana de Benguela.

Todos estão convidados a participar no dia 17 de Maio de 2012, a partir das 15 horas.

 

LOBITO, 14 de Maio de 2012

                 
O OMUNGA agradece a todos os prelectores por se disponibilizarem de forma voluntária a darem as suas contribuições no espaço quintas de debate.Poderão ainda acompanhar os debates, acedendo aos textos, comentando, questionando, sugerindo ou criticando através do http://quintasdedebate.blogspot.com. Para mais contactos podem aceder ao terminal telefónico +00 244 272221535, ao móvel 244 924662928 e aos emails Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. , Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

 
NGOLA KABANGU - Desmente Jornal O Continente PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 18 Maio 2012 09:57

NGOLA KABANGU - Desmente Jornal O Continente

Saudações fraternais.
 
Aproveito esta oportunidade e este espaço para precisar o seguinte :
 
1. A noticia publicada pelo Semanário CONTINENTE, que saiu à público, sexta-feira, dia 11.05.2012, sobre a minha entrada na CASA-CE, é FALSISSIMA E SEM FUNDAMENTO. Trata-se DE MAIS UMA CABALA MONTADA PELO AGENTE E MERCENÁRIO LUCAS MBENGUI NGONDA E SEUS ACÓLITOS, que estão frustrados por não terem espaço no seio da CNE ,à todos os níveis. Todos os Comissários, à nível nacional, provincial e municipal, foram indicados pela nossa Direcção com base na Resolução aprovada pelo Plenário da Assembleia Nacional, e implementada integralmente pela CNE. O resto é pura especulação e propaganda vergonhosa e criminosa.
 
2. NGOLA KABANGU É UM MILITANTE HISTÓRICO E CONSEQUENTE DA UPA/FNLA DESDE 1958. TENHO PRINCÍPIOS A DEFENDER E UMA GRANDE HERANÇA – LIBERDADE E TERRA – QUE ME FOI LEGADA PELO LENDÁRIO E INESQUECÍVEL LÍDER HISTÓRICO, ÁLVARO HOLDEN ROBERTO, QUE DEFENDEREI ATÉ A MINHA MORTE.
 
3. NESTE MOMENTO ESTAMOS A FINALIZAR OS NOSSOS PROCESSOS DE CANDIDATURAS Á DEPUTADOS, QUE SERÃO ENVIADOS AO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, PORQUE SOMOS A DIRECÇÃO LEGITIMA. FOMOS REELEITOS PELO CONGRESSO ORDINÁRIO REALIZADO DE 20 A 22 DE DEZEMBRO DE 2011.
 
4. OS VERDADEIROS MILITANTES DA UPA/FNLA E DEFENSORES DA LIBERDADE E TERRA NUNCA SE VENDEM, NEM MUDAM DE CAMISOLA.
 
 
Um forte abraço do Irmão e Amigo,
 
NGOLA KABANGU
PRESIDENTE DA FNLA E DO GRUPO PARLAMENTAR

 
Sonangol garante ultrapassar dificuldades no abastecimento de combustíveis PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 15 Maio 2012 08:04
Sonangol garante ultrapassar dificuldades no abastecimento de combustíveis

A Sonangol informou esta segunda-feira,14/5,  em Luanda, que os constrangimentos registados nos últimos dias no atendimento, nos diversos postos de abastecimento de combustível, da capital angolana, estão perfeitamente controlados e deverão ser ultrapassados nas próximas horas.

A concessionária nacional de combustíveis, refere numa nota a que a Angop teve acesso, explica que as dificuldades de abastecimento se devem a razões técnicas relacionadas com a introdução de nova rotina de trabalho no quadro do processo de modernização e melhoria contínuas em curso na empresa.

A Sonangol (Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola) é a companhia que gere os recursos hidrocarbonetos do país e o seu off-shore.
 
 

 
Descentralização de serviços pode reduzir engarrafamentos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 15 Maio 2012 08:01
Descentralização de serviços pode reduzir engarrafamentos
 
O arquitecto angolano Emanuel Seluyeki disse hoje que a descentralização dos serviços administrativos que provocam maior afluxo de pessoas em algumas zonas pode atenuar o engarrafameno nas cidades e estradas nacionais.


Segundo o técnico, a concentração destes serviços possibilita o aglomerado de pessoas, congestionando as vias que dão acesso a estes locais, sendo imperiosa a descentralização.


Outra solução passa pela reabilitação e manutenção das vias secundárias e terciárias, por forma a permitir a circulação rodoviária pelo interior dos bairros e descongestionar as vias principais.


Acção semelhante deve ser efectuada nas estradas principais para que a circulação possa ser feita sem constrangimentos.


Em Luanda é notório todos os dias o engarrafamento em quase todas as vias, situação que dificulta o trânsito automóvel e implica embaraços a todos os sectores da vida.


 

 
Ministro da Economia anuncia abertura de mais de cem balcões de empreendedorismo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 15 Maio 2012 07:56
Ministro da Economia anuncia abertura de mais de cem balcões de empreendedorismo

O ministro da Economia, Abraão Gourgel, disse hoje (segunda-feira), em Luanda, que o Executivo angolano prevê inaugurar durante o ano 161 pequenos balcões de empreendedorismo em todo o país e outros 22 grandes, nas sedes das dezoito capitais das províncias.

O governante falava à imprensa, à margem da inauguração do Balcão Único do Empreendedor (BUE), no município de Belas.

Abraão Gourgel fez saber que o Executivo pretende com esse programa combater os índices da pobreza e diminuir o desemprego que assola o país.

"Esperamos, uma vez que os empreendedores consigam registar a sua actividade, conceder os créditos, para que as actividades ocorram e que se crie mais emprego e com isso melhorar o nível de vida da população, enfatizou. 

Para a ministra da Justiça, Guilhermina Prata, presente no acto, essa iniciativa representa a materialização do programa do Executivo, no que concerne ao apoio ao empreendedorismo, mais concretamente aos jovens. 

O executivo está a trabalhar para melhorar as condições dos jovens e assegurar apoio efectivo aos empreendedores que se dedicam ao pequeno negócio, porque através da estrutura que se inaugurou vai ser possível formalizar o empreendedor que hoje realiza actividade de modo informal, admitiu.

Guilhermina Prata anunciou que, no decurso deste mês, serão inaugurados 14 balcões em diversas províncias do país.
 

 
Titica pode ser a primeira transexual do País PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 15 Maio 2012 07:53
Titica pode ser a primeira transexual do País

A cantora angolana, que se encontra no Brasil, está a ser submetida a um processo de mudança de sexo que irá tornar-se na primeira transexual no país.

Em declarações à imprensa brasileira, a kudurista disse que neste momento está numa fase de acompanhamento psicológico para compreender o processo. “Esta acontecer aos poucos”, avançou Titita.

A nossa Constituição é omissa sobre esta questão pelo que se desconhece, sobre o futuro tratamento jurídico que lhe será reservado após a mudança de sexo. De algum tempo a esta parte, a cantora passou a adoptar de forma informal o nome feminino de Teca Miguel Garcia que explica ser uma homenagem ao apelido que recebeu dos seus pais na infância, “Tica – Tica”, que significa criança peralta.

Dizer que Titica cresceu com as suas tias no Bairro Operário e começou a manifestar –se desde a puberdade  para tendências apostas ao sexo masculino. Há 3 anos, quando tinha 21 anos de idade, viajou para o Brasil para implantar silicone nos seios. Desde então, passou a apresentar-se como mulher e é pela sua abertura que ganhou carinho e respeito dos fãs e não só.
 

 
UNITA anuncia manifestação – Jornal A Capital PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 15 Maio 2012 07:49
UNITA anuncia manifestação – Jornal A Capital
 
O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala afirmou ao Semanário “A Capital”, que o seu partido irá no próximo dia 19 deste mês convocar uma manifestação em protesto a resposta do Tribunal Supremo sobre a permanência de Suzana inglês na presidência da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).  

Segundo o “periódico”, a base da manifestação é a permanência de Suzana Inglês na CNE, amiúde reclama pelo maior partido político na oposição por entender que a cidadã em questão não reine as exigências da legislação angolana para o cargo.

“A questão Suzana Inglês, é apenas a ponte de um iceberg”, sublinhou Alcides Sakala ao defender, mais uma vez, as desconfianças do partido sugestivas de que o processo eleitoral não está a ser preparado com transparência necessária.

A UNITA e o Bloco Democrático, recorda-se, são as únicas forças políticas que insistiram ao Tribunal Supremo uma resposta ao pedido de impugnação de Suzana Inglês. A FNLA e o PRS, que integraram o grupo de pressão, desistiram 


 

 
Os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I Já em Benguela PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 12 Maio 2012 10:18

Os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I Já em Benguela

Resumo da Comunicação, sobre os Meandros da Manifestações em Angola – VOLUME I
Por:   Coque Mukuta/ Cláudio Fortuna na (foto).
 
Este trabalho é constituído no essencial em seis capítulos:
 
            No primeiro capítulo, aborda elementos técnicos e estrutural da obra – “as razões que presidiram a sua elaboração, os objectivos que motivaram-nos, a engrenar neste projecto documental”, que convenhamos, foi muito laborioso.
 
            O segundo capítulo, explicamos a metodologia – os métodos e técnicas de pesquisas usados neste trabalho.
 
Já a partir do terceiro capítulo, elencamos alguns aspectos históricos, que nos devem servir de base de referência quando analisamos, fenómenos como estes em África, e como Angola não está apartada do mundo, o que acontece nas outras latitudes por vias de circunstâncias também estamos sujeitos até sentir o seu impacto “directo ou indirecto,” daí a expressão assumida por nós como “a pré-história sobre manifestações em Angola” na verdade é uma expressa de circunstância que não espelha em bom rigor o período barroco da história.
 
      O quarto capítulo entra mais ao pormenor das etapas várias, que marcaram os dias subsequentes das manifestações, após “pré-histórico” expressão assumida por nós integralmente, pelas razões anteriormente elencadas.

 

      Pessoalmente e sem qualquer tipo de pretensão em influenciar os leitores, mas  julgamos que  este é o capítulo mais substancial do livro na medida em que traz aspecto hilariantes vividos nos períodos narrados nesta obra, nomeadamente  as cenas caricatas, vividas nos bastidores, os acórdãos dos julgamentos, as solturas dos manifestantes,   trazemos algumas piadas vividas naquele meio, os tratados entre mandatários do Partido no Poder e os jovens do Movimento Revolucionário de Intervenção Social.

Uma lição devida do Mário Domingos do Movimento Revolucionário de Intervenção Social (MRIS) que lhe foi dado uma carrinha para abandonar a causa usou o meio de transporte para levar os panfletos das manifestações que se seguiram.
 
Neste projecto, destacamos: os momentos que antecedem “os dias 7 de Março, 2 de Abril, 25 de Maio, 03, 8, 24 e 25 de Setembro assim como o dia 03 de Dezembro de  2011.
      O capítulo V, é marcado fundamentalmente pela campanha de contra informação do regime, nos meios de comunicação social, com os comentarista de serviço, a se destacarem, cujo mote principal, visava abafar o ímpeto que já estava em crescendo e lhe fugia claramente o seu controlo, cansados do ambiente que se estava criar, de forma “irreflectida” o Governo provincial de Luanda, violando a constituição no seu artigo 47º e atribuir a qualquer iniciativa de protesto um local bem determinado para se manifestar. De acordo com a lista publicada, as pessoas que vivem no município do Cacuaco podiam se manifestar nos campos da CAOP PARK (comuna da Funda), Panguila e da Cerâmica, enquanto no Cazenga, as manifestações eram permitidas nos campos das Manguerinhas (comuna do Hojy Ya Henda), dos Bairros Unidos (Cazenga- zona 18) e da Casa Azul (Tala Hady- zona 19). As pessoas que pretendessem se manifestar no município da Ingombota deviam utilizar o Largo do Ponto Final (Ilha do Cabo) ou o campo de futebol da Chicala I. Já no Kilamba Kiaxi deviam ser usados os campos de futebol do Camama (comuna do Camama) da Vila Rios (Vila Estoril) e o do Palanca (Palanca). Os manifestantes da Maianga podem reunir-se nos campos do Felício (comuna do Prenda, bairro Sagrada Esperança), do Katinton (Cassequel), enquanto os da Samba deviam usar o da Camuxiba. Nos municípios do Sambizanga e de Viana as pessoas podiam se manifestar no triângulo do Bairro Uíge (comuna do Ngola Kiluanje) nos campos de Luanda Sul, Bairro da Regedoria, e do MINDEF na CAOP-B. w . 
      O capítulo VI, é marcado pela entrada em cena dos meios de Comunicação Social postos a disposição do regime os públicos e alguns  ditos “ privados” que  se prestam a ser caixa de ressonância do regime.
Em nosso entender, estas praticas ínvias, e comportamentos, vão   perfeitamente em contra mão ao princípio republicano, assumido em pleno 1992, com o contrato social que consagra a  democracia em Angola.

CONCLUSÃO
Com  este trabalho  pretendemos atirar a nossa pedra no charco da democracia em Angola, em que assumimos por inteiro  o nosso papel a favor da cidadania “ em directo”  documentando  dados e factos  que permitiram seguramente os eruditos e não fazerem um estudo mais aprofundado da nossa forma de estar e ser na sociedade hodierna.
No primeiro encontro Provincial da Juventude de Luanda, realizado em Luanda, Restaurante Jacaré, na Rua dos Mareantes, 47/49, Prenda entre 27 à 28 de Janeiro de 2012, sob o lema “A Juventude e o seu Papel na Construção da Cidadania”, mais unidos e revolucionários está os jovens
            Por isso recomendamos ao Governo Angolano à uma reacção proporcional, inteligente e sem exagero tendo em conta o futuro destas revoltas.
            Aos manifestantes melhores estratégias de exercício de sua cidadania para uma Angola melhor desde que corresponda com o postulado 47.º (Liberdade de reunião e de manifestação).
            1. É garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei.
            2. As reuniões e manifestações em lugares públicos CARECEM de prévia comunicação à autoridade competente, nos termos e para os efeitos estabelecidos por lei.  
Julgamos aberto o debate nas “Quintas de Debates”

 
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Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 12 Maio 2012 10:16

Organização Internacional toma posição contra as ameaças ao Jornalista Angolano

Angola – ameaças contra o defensor dos direitos humanos e jornalista Coque Mukuta

 

Na noite de 01 de maio indivíduos não identificados invadiram a casa do Sr. Coque Mukuta pela terceira, marcando a mais recente ameaça contra o jornalista. O Sr. Mukuta tem sido alvo de diferentes ameaças e perseguições recentemente.

Coque Mukuta é jornalista da Rádio Despertar e tem feito a cobertura das manifestações em Angola. Ele é coautor do livro recentemente publicado “Os Meandros das Manifestações em Angola – I Volume”. O livro descreve as manifestações anti-governo que ocorreram em Angola em 2011 e no início de 2012, e como em diferentes ocasiões as forças de segurança violentamente interromperam as demonstrações e perseguiram os manifestantes.

Nas noites de 01 de Maio, 29 e 27 de abril indivíduos não identificados invadiram a casa do Sr. Mukuta. Na primeira ocasião, por volta das 22:45, alguns indivíduos entraram em sua casa e acredita-se que lá ficaram até às 03:00 da manhã do dia seguinte. Na manhã de 28 de Abril, o Sr. Mukuta se dirigiu ao Comando da Divisão da Polícia do Cazenga para denunciar a invasão. Um dia depois, 29 de Abril, uma situação similar ocorreu quando indivíduos entraram em sua casa por volta das 23:55. Desta vez a polícia chegou rapidamente e fez a vigilância do local até a manhã do dia seguinte. No dia 01 de Maio, alguns indivíduos entraram na residência do jornalista pela terceira vez por volta das 23:50 e ficaram por lá por pouco mais de uma hora. Nada foi roubado da casa do jornalista.

No dia 15 de Abril o defensor dos direitos humanos foi parado no aeroporto em Angola no seu retorno ao Brasil, onde esteve para promover o seu livro. Ele estava com cerca de 300 cópias de seu livro e teve que esperar algumas horas até ser liberado e poder sair com sua bagagem.

No dia 21 de Março um grupo chamado Jovens Organizados para Defesa de Angola deixou uma carta em sua casa ameaçando o jornalista. A carta dizia “Koke Mukuta é melhor mudares de bairro, bandido” e “Você não tem medo, cuida-se”.

Em 2010 a Assembleia Nacional aprovou uma nova Constituição que garante a liberdade de assembleia e manifestação pacífica. Indo no mesmo sentido, as leis em Angola permitem que demonstrações ocorram sem a autorização prévia do governo. Entretanto, desde de 2009 o governo tem tomado medidas para banir ou prevenir a maioria das manifestações pacíficas. Em 2011, um movimento apartidário composto por jovens e inspirado na Primavera Árabe, organizou em Luanda uma série de manifestações contra o governo. As autoridades responderam com uso excessivo da força e acções intimidatórias como a detenção de participantes e jornalistas. Além disso as autoridades espalharam medo entre a população alegando o risco de guerra civil.

Os três episódios de invasão descritos acima mais a carta de ameaça, deixam a Front Line Defenders seriamente preocupada com a segurança e integridade física e psicológica do defensor dos direitos humanos Coque Mukuta e de seus familiares. A Front Line Defenders acredita que estas ações fazem parte de uma campanha mais ampla de intimidação, ameaça e perseguição de Coque Mukuta relacionadas diretamente ao seu trabalho legítimo e pacífico em defesa dos direitos humanos em Angola, particularmente em seus esforços relativos à cobertura da resposta do governo às manifestações ocorridas em 2011.

A Front Line Defenders solicita as autoridades de Angola à:

1. Assegurar que a investigação às ameaças contra o defensor dos direitos humanos Coque Mukuta seja completa e imparcial, seus resultados publicizados e os responsáveis pelo crime sejam trazidos à justiça de acordo com os padrões internacionais;
2. Tomar todas medidas necessárias para garantir a integridade física de psicológica de Coque Mukuta assim como de seus familiares;
3. Garantir em todas as circunstâncias que os defensores dos direitos humanos em Angola sejam capazes de executar suas actividades legítimas e pacíficas de direitos humanos, sem medo de represálias e livre de qualquer restrição.

 


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